;
Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.
Ho'Oponopono - Oração Original'Divino Criador, Pai, Mãe, Filho, todos em Um. Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão. Deixe que isso se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para limpar o meu subconsciente de toda carga emocional armazenada nele, digo um e outra vez, durante o meu dia, as palavras chave do HO’OPONOPONO: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes. Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que fiz a eles antes, em alguma vida passada: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu que pede perdão a esse alguém agora. Por esse instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por esse espaço sagrado que habito dia a dia e com o qual não me sinto confortável: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Pelas difíceis relações às quais só guardo lembranças ruins: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpa em mim o que está contribuindo para minha escassez: Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: “Minhas memórias, eu te amo”. Estou agradecido pela oportunidade de libertar vocês e a mim. Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Neste momento, afirmo que te amo. Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados. Te amo. Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento: Sinto muito, eu te amo. Minha contribuição para a cura da Terra: Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou: Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações, desde o início da nossa criação até o presente, eu peço o teu perdão. Deixa que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para concluir, digo que esta oração é minha porta, minha contribuição à tua saúde emocional, que é a mesma que a minha. Então esteja bem e, na medida em que vai se curando, eu te digo que: Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você. Te peço perdão por unir meu caminho ao seu para a cura, te agradeço por estar aqui em mim. Eu te amo por ser quem você é.

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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Vida: Desafios e Soluções, Divaldo Franco, Joanna de Ângelis (Espírito), Significado do Ser Integral: Bases Para a Autorrealização

VIDA: DESAFIOS E SOLUÇÕES

CAPÍTULO 5 - SIGNIFICADO DO SER INTEGRAL

BASES PARA A AUTORREALIZAÇÃO

Jesus, o mais notável psicoterapeuta que a humanidade conheceu, afirmou: Vós sois deuses e podeis fazer tudo quanto faço e muito mais, se quiserdes. Trata-se de uma proposta-desafio para seres amadurecidos psicologicamente, capazes de ambicionar o além do habitual, e que estão dispostos a consegui-lo. Para lograr o êxito nesse tentame, é necessário possuir autoconfiança e fé, essa certeza coerente que existe entre o desejar e o poder realizar, saindo do mesmismo perturbador das ambições exclusivamente de natureza material, imediata.

Identificar-se com um deus é ampliar os valores que dormem no íntimo e são desconsiderados. Uma faísca sabedora do seu poder de combustão, que encontre substâncias fáceis de arder, consegue produzir um incêndio. Quando alguém se identifica possuidor desse recurso, pode atear o incêndio que devora os vícios e abre espaços virgens para a instalação dos elevados potenciais do desenvolvimento pessoal.

Quem toma conhecimento dos recursos próprios, dispõe de medida para avaliar as possibilidades de triunfo e empenha-se para alcançá-lo, enquanto aquele que os desconhece detém-se no pretexto da própria fragilidade, porque, no íntimo, assim o prefere.

O ser existencial tem o seu significado relevante, que necessita ser detectado e utilizado com segurança. Os seus alicerces repousam nas camadas profundas do inconsciente - as experiências do passado - e nas possibilidades imensas do seu superconsciente - as conquistas que lhe cumpre lograr - debatendo-se nas reminiscências do ontem e nas ambições do futuro. O ser existencial oscila entre esses dois pólos, que contribuem para a realização feliz ou desventurada no presente, a depender, naturalmente, das opções elegidas e do empenho aplicado na sua execução.

Inicialmente é lícito fazer-se uma avaliação do que são tesouros: os de ordem externa e os interiores. Quais deles têm primazia para serem conquistados, e como fazer, a fim de os conseguir.

O ser fisiológico preferirá os de significado e aplicação imediata, enquanto o ser psicológico analisará aqueles que têm primazia e dar-se-á conta da necessidade desses que são externos como utilitários e aqueles que estão internos, os permanentes. Sem abandonar os primeiros, dedicar-se-á à conquista dos mais valiosos, que são os permanentes.

Nesse afã se identificará com realidades que o fascinarão. Descobrirá que, em média, o ser humano experimenta sessenta mil pensamentos por dia, o que demonstra a grandeza, a majestade da sua organização mental, descobrindo quanto é nobre aprender a utilizar desse tesouro abundante, que muitas vezes se perde em círculo de viciações mentais, malbaratando tempo e oportunidade em lamentações, queixas, pessimismo, desgaste das potências de que é constituído.

Reconhecerá a necessidade de ser pessoa e não máquina, evitando o repetir-se monotonamente, sem direcionamento para frente nem para o melhor. Aplicará cada pensamento mais poderoso, de sentido profundo, de valor utilizável na construção do seu mais adequado comportamento para a paz. Eliminará aqueles que são perturbadores e podem ser substituídos amiúde, fomentando um clima psíquico de saúde com respostas orgânicas de bem-estar.

Com essa atitude mental vencerá o medo de adoecer, de envelhecer, de ficar pobre, de enfrentar dificuldades, de morrer, pois compreenderá serem todos esses fatores perfeitamente controláveis, desde que assuma a sua condição de deus e passe a fazer tudo quanto é possível através do empenho pessoal.

A doença é sempre acidente de percurso, jamais sendo uma realidade, antes é um estado transitório, que pode ser ultrapassado, mesmo quando se apresente com características expiatórias. Já que o ser é eterno, as manifestações orgânicas e mentais desta ou daquela natureza fazem parte da transitoriedade do mundo da forma. Não se justifica, dessa maneira, o medo de doenças.

O envelhecimento não deve inspirar qualquer tipo de receio, porquanto a beleza de cada fase da existência corporal encontra-se na atitude interior de quem observa o mundo externo. As experiências nascem das vivências e para poder fruí-las é exigido o patrimônio do tempo, no que ocorrem o envelhecimento do corpo e o amadurecimento do Espírito.

A verdadeira pobreza é interior, quando se perdem as aspirações de crescimento e realização íntima. A financeira é sempre contornável, desde que o indivíduo se empenhe por superá-la, e o trabalho é assim fonte geradora de recursos externos, enquanto internamente aprimora o sentido de vida. Os verdadeiramente pobres perderam a razão de viver e entregam-se, funestamente, aos prazeres perturbadores, aos gozos desgastantes, aos jogos da ilusão cansativa...

... E a morte, a grande devoradora da vida, desmitifica-se e já não inspira qualquer receio, porque ela faz parte do processo existencial, como forma de desenvolvimento do ser profundo, que experimenta, etapa a etapa, novos mecanismos de elevação.

O processo de envelhecimento, por ser portador de muita beleza, é lento, biologicamente bem-elaborado, proporcionando o tesouro da sabedoria, em forma de discernimento lúcido, propiciador de harmonia íntima e de auto entrega, após o ciclo da existência física.

O ato de aprender a amar tudo quanto se faz, a realizar bem tudo quanto se gosta, a repartir com todos as alegrias e esperanças da vida em triunfo, dá significado pleno ao ser existencial, que agora pode fazer tudo quanto Jesus realizou, identificando-se com Deus.

Enquanto isso, o ser fisiológico está desfrutando das regalias das sensações, emaranhando-se no cipoal das paixões, até ser despertado pelos choques do processo evolutivo, que podem ser as dores, as preocupações profundas, as amargas decepções, ou os maravilhosos apelos do amor pela beleza, pela necessidade de harmonia e de paz.

É indispensável estar acordado, desperto para a realidade do ser, consciente das suas responsabilidades e objetivos reais nos desafios existenciais, encontrando todos os significados e desenvolvendo-se.

FRANCO, D. P.; JOANNA DE ÂNGELIS (Espírito). Significado do Ser Integral: Bases para a autorrealizaçào. In: Vida: Desafios e Soluções. cap. 5.

Missionários da Luz, Chico Xavier, André Luiz (Espírito), A Oração

MISSIONÁRIOS DA LUZ

CAPÍTULO 6 - A ORAÇÃO

Após separar-se da genitora e da irmã, dispôs-se o rapaz a tomar o caminho da residência que lhe era própria.

Seguimo-lo de perto. Doía-me identificar-lhe a posição de vítima, cercado pelas duas formas escuras.

As observações referentes à microbiologia psíquica impressionavam-me fortemente.

Conhecia, de perto, as alterações circulatórias, determinando a embolia, o infarto, à gangrena. Tratara, noutro tempo, inúmeros casos de infecção, através de artrites e miosites, úlceras gástricas e abcessos miliares. Examinara, atenciosamente, no campo médico, as manifestações do câncer, dos tumores malignos, em complicados processos patológicos. Vira múltiplas expressões microbianas, no tratamento da lepra, da sífilis, da tuberculose. Muitas vezes, na qualidade de defensor da vida, permanecera longos dias em duelo com a morte, sentindo a inutilidade de minha técnica profissional no ataque aos vírus estranhos que apressavam a destruição orgânica, zombando-me dos esforços. Na qualidade de médico, entretanto, na maioria dos casos, quando podia contar ainda com a prodigiosa intervenção da Natureza, mantinha a presunção de conhecer variadas normas de combate, em diversas direções. No diagnóstico da difteria, não vacilava na aplicação do soro de Roux e conhecia o valor da operação de traqueotomia no crupe declarado.

Nas congestões, não me esqueceria de intensificar a circulação. Nos eczemas, lembraria, sem dúvida, os banhos de amido, as pomadas à base de bismuto e a medicação arsenical e sulfurosa. Positivando o edema, recordaria a veratrina, o calomelano, a cafeína e a teobromina, depois de analisar, detalhadamente, os sintomas. No câncer, praticaria a intervenção cirúrgica, se os raios X não demonstrassem a eficiência precisa. Para todos os sintomas, saberia utilizar regimes e dietas, aplicações diversas, isolamentos e intervenções, mas... E ali?

À nossa frente, caminhava um enfermo diverso. Sua diagnose era diferente. Escapava ao meu conhecimento dos sintomas e aos meus antigos métodos de curar. No entanto, era paciente em condições muito graves. Viam-se-lhe os parasitos escuros. Observava-se-lhe a desesperação íntima, em face do assédio incessante. Não haveria remédio para ele? Estaria abandonado e era mais infeliz que os doentes do mundo? Que fazer para aliviar-lhe as dores terríveis, a se manifestarem à maneira de angustiosas e permanentes inquietações? Já havia atendido a entidades perturbadas e sofredoras, balsamizando-lhes padecimentos atrozes. Não ignorava os esforços constantes de nossa colônia espiritual, a fim de atenuar sofrimentos dos desencarnados de ordem inferior, mas ali, em virtude da contribuição magnética de Alexandre, o grande e generoso instrutor que me seguia, observava um companheiro encarnado, presa de singulares viciações. Por que fatores ministrar o socorro indispensável?

E, naturalmente, novas reflexões ocorriam-me céleres. Semelhantes expressões microbianas acompanhariam os desencarnados? Atacariam a alma, fora da carne? Quando me debatia em amarguras inexprimíveis, nas zonas inferiores, certo havia sido vítima das mesmas influenciações cruéis. Todavia, onde o remédio salutar? Onde o alívio para tamanhas angústias?

Revelando paternal interesse, Alexandre veio em meu socorro, esclarecendo: 

– Estas interrogações íntimas, André, são portadoras de grande bem para o seu coração. Começa a observar as manifestações do vampirismo, as quais não se circunscrevem ao ambiente dos encarnados. Quase que a totalidade de sofrimentos nas zonas inferiores deve a ela sua dolorosa origem. Criaturas desviadas da verdade e do bem, nos longos caminhos evolutivos, reúnem-se umas às outras, para a continuidade das permutas magnéticas de baixa classe. Os criminosos de vários matizes, os fracos da vontade, os aleijados do caráter, os doentes voluntários, os teimosos e recalcitrantes de todas as situações e de todos os tempos integram comunidades de sofredores e penitentes do mesmo padrão, arrastando-se, pesadamente, nas regiões invisíveis ao olhar humano. Todos eles segregam forças detestáveis e criam formas horripilantes, porque toda matéria mental está revestida de força plasmadora e exteriorizante.

– Mas – objetei – sinto que o campo médico é muito maior, depois da morte do corpo.

– Sem dúvida – redarguiu meu interlocutor, sereno –, quando compreendermos a extensão dos ascendentes morais em todos os acontecimentos da vida.

– Entretanto – considerei – horrorizam-me as novas descobertas na região microbiana. Que fazer contra o vampirismo? Como lutar com as forças mentais degradantes? No mundo, temos a clínica especializada, a técnica cirúrgica, os antídotos de vários sistemas curativos. Mas aqui?

Alexandre sorriu, pensativo, e falou, depois de pausa mais longa:

– Conforme verificamos, André, o tratamento remoto nos templos, a ascendência da fé nos processos de Medicina, nos séculos passados, e a concepção de que as entidades diabólicas provocam as mais estranhas enfermidades no homem, não são integralmente destituídas de razão. Indubitavelmente, entre os Espíritos encarnados, as expressões mentais dependem do equilíbrio do corpo, assim como a boa e perfeita música depende do instrumento fiel. Mas a ciência médica atingirá culminâncias sublimes quando verificar no corpo transitório a sombra da alma eterna. Cada célula física é instrumento de determinada vibração mental. Todos somos herdeiros do Pai que cria, conserva, aperfeiçoa, transforma ou destrói e, diariamente, como nosso potencial gerador de energias latentes, estamos criando, renovando, aprimorando ou destruindo alguma coisa. Justifico a surpresa de seus raciocínios ante a paisagem nova que se desdobra à sua vista. A luta do aperfeiçoamento é vastíssima. Quanto ao combate sistemático ao vampirismo, nas múltiplas moléstias da alma, aqui também, no plano de nossas atividades, não faltam processos saneadores e curativos de natureza exterior; no entanto, examinando o assunto na essência, somos compelidos a reconhecer que cada filho de Deus deve ser o médico de si mesmo e, até à plena aceitação desta verdade com as aplicações de seus princípios, a criatura estará sujeita a incessantes desequilíbrios.

Entendendo-me a estranheza, Alexandre indicou o rapaz que se dispunha a penetrar o reduto doméstico, depois de pequeno percurso a pé, e falou:

– Há diversos processos de medicação espiritual contra o vampirismo, os quais poderemos desenvolver em direções diversas; mas, para fornecer a você uma demonstração prática, visitemos o lar de nosso amigo. Conhecerá o mais poderoso antídoto.

Curioso, observei que as entidades infelizes mostravam-se, agora, terrivelmente contrafeitas. Alguma coisa impedia-lhes acompanhar a vítima ao interior.

– Naturalmente – acentuou meu generoso companheiro – você já sabe que a prece traça fronteiras vibratórias.

Sim, já observara experiências dessa ordem.

– Aqui – prosseguiu ele – reside uma irmã que tem a felicidade de cultivar a oração fervorosa e reta.

Entramos. E, enquanto o amigo encarnado se preparava a recolher, Alexandre explicava-me o motivo da sublime paz reinante entre as paredes humildes.

– O lar – disse – não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas. O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais. Nosso amigo não se equilibrou ainda nas bases legítimas da vida, depois de extremas vacilações e levianas experiências da primeira mocidade; no entanto, sua companheira, mulher jovem e cristã, garante-lhe a casa tranquila, com a sua presença, pela abundante e permanente emissão de forças purificadoras e luminosas, de que o seu Espírito se nutre.

Achava-me eminentemente surpreendido. De fato, a tranquilidade interior era grande e confortadora. Em cada ângulo das paredes e em cada objeto isolado havia vibrações de paz inalterável. O rapaz, agora, penetrava o aposento modesto, naturalmente disposto ao descanso noturno.

Alexandre tomou-me a destra, paternalmente, encaminhou-se até à porta, que se fechara sem estrépito, e bateu, de leve, como se estivéssemos ante um santuário que não devíamos penetrar sem religioso respeito.

Uma senhora muito jovem, em quem percebi imediatamente a esposa de nosso companheiro, desligada do corpo físico, em momentos de sono, veio atender e saudou o instrutor afetuosamente. Após cumprimentar-me, graças à apresentação de Alexandre, exclamou, jovial:

– Agradeço a Deus a possibilidade de orarmos juntos. Entrem. Desejo transformar nossa casa no templo vivo de Nosso Senhor.

Ingressamos no aposento íntimo e, de minha parte, mal continha a surpresa da situação. Nesse mesmo instante, punha-se o rapaz entre os lençóis, com evidente cuidado para não despertar a esposa adormecida. Contemplei o quadro formoso e santificante. Rodeava-se o leito de intensa luminosidade. Observei os fios tenuíssimos de energia magnética, ligando a alma de nossa nobre amiga à sua forma física, placidamente recostada.

– Desculpem-me – disse, bondosa, fixando o olhar no instrutor –, preciso atender agora aos meus deveres imediatos.

– Esteja à vontade, Cecília! – falou o orientador com a ternura dum pai que abençoa – passamos aqui tão-só para visitá-la.

Cecília beijou-lhe as mãos e rogou:

– Não se esqueça de deixar-nos os seus benefícios.

Alexandre sorriu em silêncio e, por alguns minutos, manteve-se em meditação mais profunda.

E enquanto ele se mantinha insulado em si mesmo, eu observava a delicada cena: A esposa, desligada do corpo, sentou-se à cabeceira e, no mesmo instante, o rapaz como se estivesse ajeitando os travesseiros descansou a cabeça em seu regaço espiritual. Cecília, acariciando-lhe a cabeleira com as mãos, elevava os olhos ao Alto, revelando-se em fervorosa prece. Luzes sublimes cercavam-na toda e eu podia sintonizar com as suas expressões mais íntimas, ouvindo-lhe a rogativa pela iluminação do companheiro a quem parecia amar infinitamente. Comovido com a beleza de suas súplicas, reparei com assombro que o coração se lhe transformava num foco ardente de luz, do qual saíam inúmeras partículas resplandecentes, projetando-se sobre o corpo e sobre a alma do esposo com a celeridade de minúsculos raios. Os corpúsculos radiosos penetravam-lhe o organismo em todas as direções e, muito particularmente, na zona do sexo, onde identificara tão grandes anomalias psíquicas, concentravam-se em massa, destruindo as pequenas formas escuras e horripilantes do vampirismo devorador. Os elementos mortíferos, no entanto, não permaneciam inativos. Lutavam, desesperados, com os agentes da luz. O rapaz, como se houvera atingido um oásis, perdera a expressão de angustioso cansaço. Demonstrava-se calmo e, gradativamente, cada vez mais forte e feliz, no momento em curso. Restaurado em suas energias essenciais, enlaçou devagarzinho a esposa amorosa que se conservava maternalmente ao seu lado e adormeceu jubiloso.

A cena íntima era maravilhosamente bela aos meus olhos. Dispunha-me a pedir explicações, quando o instrutor me chamou delicadamente, encaminhando-me ao exterior. Fora do quarto, falou-me paternalmente:

– Já observou quanto devia. Agora, poderá extrair as próprias ilações.

– Sim – retruquei –; estou assombrado com o que vi; no entanto, estimaria ouvi-lo em considerações esclarecedoras.

– Não tenha dúvida – prosseguiu o orientador –, a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contacto com as fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder.

Após breve intervalo, Alexandre considerou, imprimindo mais força ao ensinamento:

– E você não pode ignorar que as próprias formas inferiores da Terra se alimentam quase que integralmente de raios. Descem sobre a fronte humana, em cada minuto, bilhões de raios cósmicos, oriundos de estrelas e planetas amplamente distanciados da Terra, sem nos referirmos aos raios solares, caloríficos e luminosos, que a ciência terrestre mal começa a conhecer. Os raios gama, provenientes do elemento rádio que se desintegra incessantemente no solo, e os de várias expressões emitidos pela água e pelos metais, alcançam os habitantes da Terra pelos pés, determinando consideráveis influenciações. E, em sentido horizontal, experimenta o homem a atuação dos raios magnéticos exteriorizados pelos vegetais, pelos irracionais e pelos próprios semelhantes. 

A admiração impusera-me silêncio, mas o orientador prosseguiu, após ligeiro intervalo:

– E as emanações de natureza psíquica que envolve a Humanidade, provenientes das colônias de seres desencarnados que rodeiam a Terra? Em cada segundo, André, cada um de nós recebe trilhões de raios de vária ordem e emitimos forças que nos são peculiares e que vão atuar no plano da vida, por vezes em regiões muitíssimo afastadas de nós. Nesse círculo de permuta incessante, os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, convertem-se em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, como devido equilíbrio do sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da Divindade.

As elucidações do instrutor calaram-me profundamente no ser. Desejando, contudo, certificar-me quanto a outro pormenor da sublime experiência, interroguei:

– Bastará, porém, o recurso da esposa para que o nosso doente restaure o equilíbrio psíquico?

Alexandre sorriu e respondeu:

– O socorro de Cecília é valioso para o companheiro, mas o potencial de emissão divina pertence a ela, como fruto incorruptível dos seus esforços individuais. Significa para ele o “acréscimo de misericórdia” que deverá anexar, em definitivo, ao patrimônio de sua personalidade, através do trabalho próprio. Receber o auxílio do bem não quer dizer que o beneficiado seja bom. Nosso amigo precisa devotar-se, com fervor, ao aproveitamento das bênçãos que recebe, porque, inegavelmente, toda cooperação exterior pode ser interrompida e cada filho de Deus é herdeiro de possibilidades sublimes e deve funcionar como médico vigilante de si mesmo.

XAVIER, F. C.; ANDRÉ LUIZ (Espírito). A Oração. In: Missionários da Luz. Cap. 6

Saúde, João Nunes Maia, Miramez (Espírito), Usina Humana

SAÚDE

USINA HUMANA

O corpo é um acervo de vidas que se manifesta como um todo, na organização de um instrumento para o Espírito imortal.

Trilhões de células se agregam em sociedade, onde a luz acondiciona elementos de alto teor energético, acumulando condições para que a alma alcance mais um degrau na escala do despertar espiritual.

O corpo físico é, pois, uma usina humana, com expressão divina, na divina sequência do progresso. Ele é a máquina mais perfeita, em se falando de coisas materiais, que conheceis. Ainda devereis gastar séculos, na soma de muitos séculos, para descobrir a perfeição do agregado fisiológico e da urdidura da sua missão junto à chama espiritual, que mostra como atributo a inteligência e, como feição valorizada, os dons, nas ramificações do amor, dentro das linhas devidas em que Deus se faz presente.

Quando escrevemos, sentimos alegria, por encontrarmos a misericórdia do intercâmbio entre os dois mundos e a satisfação maior está em transmitir os valores do espírito para aqueles que ainda caminham na carne. Nós somos todos irmãos, carentes das mesmas necessidades, e principalmente, de amar.

Deveis convir conosco que tendes sob o vosso domínio um tesouro sobremaneira excelente: o vosso corpo. Cuidai dele, que ele corresponderá aos vossos esforços, vos doando meios de cumprir a vossa missão nos roteiros do mundo.

O espírito é um pássaro de luz preso temporariamente na cruz de carne, para afrouxar os laços que seguram os sentimentos. A carne é como uma câmara, onde as virtudes tendem a amadurecer, criando condições cada vez melhores no que tange à verdadeira emancipação. Entretanto, sem conhecer, não poderemos avançar. O conhecimento nos favorece a certeza, que na palavra evangélica é a mesma Fé, tornando-se Caridade, a qual se transmuta em Amor.

Conhecer a si mesmo é passo firme na aquisição da harmonia de todos os corpos que revestem a alma, na grande jornada eterna.

O companheiro que está lendo passa a ser o que passa a pensar. Na mente, estão muitos segredos esperando o futuro que gradativamente revelar-vos-á as nuances da vida, de conformidade com o degrau da escada em que já pisastes. A vossa felicidade depende de vós mesmos, porque a parte de Deus, Ele já a fez.

Mas lembrai-vos de que não existis sem a existência dos outros. Deixai o vosso amor atingir os corações que vos cercam, como sendo parte de vós mesmos.

O corpo é um Universo em miniatura, regido pelas mesmas leis, compatíveis com o seu tamanho. O espírito é um deus, se o comparamos com as micro-vidas em profusão, na formação do fardo físico.

Luzes e mais luzes se intercruzam no universo biológico, pedindo passagem dentre os obstáculos criados pela ignorância que se desfaz no amor vertido pela mente adestrada no bem. Sede aquele que dispensa elogios e nunca exige condições. Começai a respeitar todos os reinos da Natureza, que eles vos abrirão o livro da sabedoria e um processo que talvez desconheçais vos encherá de paz e saúde, de alegria e conhecimento, no que se refere à vossa própria vida.

Nós todos sofremos por não sabermos o valor da saúde e desconhecermos muito sobre a harmonia dos nossos corpos. A razão é um dos pontos básicos para que possamos nortear os nossos destinos, porém, a intuição clareia todos os caminhos por onde deveremos passar com consciência do dever.

Se a vossa ambição for somente a elevação espiritual, desgastando o físico para ganhar o mais além, podereis errar o roteiro da verdadeira felicidade, pois, todos os instrumentos do espírito devem ser cuidados, com atenção e carinho.

Na sequência destas mensagens, dar-vos-emos alguma noção da vida natural, da paz entre todos os reinos, da afinidade com muitos mundos dentro do que viveis, para que possais receber e doar na força insuperável do amor.

Começai pelo corpo físico, na dedicação peculiar ao sábio, que os outros vos abrirão as portas para que entreis na senda da verdadeira iniciação. Não sejais precipitados. A ponderação é filha do bom senso e este, do equilíbrio. O equilíbrio é filho da justiça e esta, da harmonia. Estamos tocando em alguns pontos, desejando-vos a felicidade, que deve ser complementada pelas vossas mãos. Vamos, meu filho, que desejamos ir na frente e, por vezes, vos acompanhar.

Para nós, será uma grande alegria, se despertardes com esta nossa conversa, os tesouros que existem em vós. 

O primeiro passo é começar a tratar da vossa Usina Humana.

MAIA, J. N.; MIRAMEZ (Espírito). Usina Humana. In: Saúde. cap. 3

Pão Nosso, Chico Xavier, Emmanuel (Espírito), Capítulo 158 - Governo Interno

PÃO NOSSO

CAPÍTULO 158 - GOVERNO INTERNO

“Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de algum modo a ficar reprovado.” – Paulo. (1ª Epístola aos Coríntios, 9:27.)

Efetivamente, o corpo é miniatura do Universo.

É imprescindível, portanto, saber governá-lo. Representação em material terrestre da personalidade espiritual, é razoável esteja cada um atento às suas disposições. Não é que a substância passiva haja adquirido poder superior ao da vontade humana, todavia, é imperioso reconhecer que as tendências inferiores procuram subtrair-nos o poder de domínio.

É indispensável esteja cada homem em dia com o governo de si mesmo.

A vida interior, de alguma sorte, assemelha-se à vida de um Estado. O espírito assume a auto-chefia, auxiliado por vários ministérios, quais os da reflexão, do conhecimento, da compreensão, do respeito e da ordem. As ideias diversas e simultâneas constituem apelos bons ou maus do parlamento íntimo. Existem, no fundo de cada mente, extensas potencialidades de progresso e sublimação, reclamando trabalho.

O governador supremo que é o espírito, no cosmo celular, redige leis benfeitoras, mas nem sempre mobiliza os órgãos fiscalizadores da própria vontade. E as zonas inferiores continuam em antigas desordens, não lhes importando os decretos renovadores que não hostilizam, nem executam. Em se verificando semelhante anomalia, passa o homem a ser um enigma vivo, quando se não converte num cego ou num celerado.

Quem espera vida sã, sem autodisciplina, não se distancia muito do desequilíbrio ruinoso ou total.

É necessário instalar o governo de nós mesmos em qualquer posição da vida. O problema fundamental é de vontade forte para conosco, e de boa-vontade para com os nossos irmãos.

XAVIER, F. C.; EMMANUEL (Espírito). Governo Interno. In: Pão Nosso, cap. 158.

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