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Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Estudo da História da Psicologia - As Escolas de Pensamento: Marcos do Desenvolvimento da Psicologia Moderna

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

Do Livro História da Psicologia Moderna – Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz

AS ESCOLAS DE PENSAMENTO: MARCOS DO DESENVOLVIMENTO DA PSICOLOGIA MODERNA

Nos primeiros anos da evolução da psicologia como disciplina científica distinta, no último quarto do século XIX, a direção da nova psicologia foi profundamente influenciada por Wilhelm Wundt, que tinha ideias definidas sobre a forma que essa nova ciência — sua nova ciência — deveria tomar. Ele determinou o objeto de estudo, o método de pesquisa, os tópicos a serem estudados e os objetivos da nova ciência. Ele foi, é claro, afetado pelo espírito de sua época e pelo pensamento então vigente na filosofia e na fisiologia. Não obstante, foi Wundt, em seu papel de agente de uma época, que reuniu as várias linhas de pensamento. Mediante a força de sua personalidade e de sua intensa atividade de escrita e pesquisa, ele moldou a nova psicologia. Por ser um influente promotor do inevitável, a psicologia foi por algum tempo feita à sua imagem.

Mas a situação logo mudou. Instalou-se a controvérsia entre os cada vez mais numerosos psicólogos. O Zeitgeist estava se modificando, e novas ideias eram formuladas em outras ciências e na cultura em geral. Alguns psicólogos, refletindo essas novas correntes de pensamento, passaram a discordar da versão de psicologia de Wundt e propuseram suas próprias concepções. Na virada do século, coexistiam várias posições sistemáticas ou escolas de pensamento, que eram, essencialmente, definições diferentes da natureza da psicologia.

O termo escola de pensamento refere-se a um grupo de psicólogos que se associam, ideológica e, às vezes, geograficamente ao líder de um movimento. Em geral, os membros de urna escola trabalham em problemas comuns e compartilham uma orientação teórica ou sistemática. O surgimento de escolas de pensamento diferentes, e por vezes simultâneas, e o seu subsequente declínio e substituição por outras são uma das características mais marcantes da história da psicologia.

O estágio do desenvolvimento de uma ciência em que ela ainda se acha dividida em escolas de pensamento tem sido denominado estágio pré-paradigmático. (Um paradigma — um modelo ou padrão — tem sido descrito nesse contexto como um modo reconhecido de pensar, no âmbito de uma disciplina científica, que fornece, por algum tempo, as perguntas e respostas essenciais aos pesquisadores do campo em questão.) O estágio mais maduro ou avançado do desenvolvimento de uma ciência é alcançado quando ela já não se caracteriza por escolas de pensamento, ou seja, quando a maioria dos membros dessa disciplina chega a um consenso acerca de questões teóricas e metodológicas. Nesse estágio, um paradigma ou modelo comum define todo o campo, e deixam de haver facções concorrentes.

Na história da física, podemos ver paradigmas em ação. O conceito galileu-newtoniano de mecanismo foi aceito pelos físicos por cerca de trezentos anos; no decorrer desse período, quase todos os trabalhos nesse campo foram realizados a partir desse referencial. Mas os paradigmas não são invioláveis. Eles podem mudar, e de fato mudam, assim que a maioria dos membros da disciplina aceita urna nova maneira de organizar o objeto de estudo ou de trabalhar com ele. Na física isso ocorreu quando o modelo em questão foi substituído pelo modelo einsteiniano. O eminente historiador da ciência Thomas Kuhn deu a esse processo de substituição de paradigmas o nome de revolução científica (Kuhn, 1970).

A psicologia ainda não atingiu o estágio paradigmático. Durante os mais de cem anos de sua história ela tem buscado, acolhido, e rejeitado diferentes definições, mas nenhum sistema ou ponto de vista individual conseguiu unificar as várias posições. O psicólogo cognitivista George Miller comentou que “nenhum método ou técnica-padrão integra o campo. Nem parece haver algum princípio científico fundamental comparável às leis do movimento de Newton, ou à teoria da evolução de Darwin” (Miller, 1985, p. 42). O campo permanece especializado, e cada grupo adere à sua própria orientação teórica e metodológica, abordando o estudo da natureza humana a partir de diferentes técnicas, e promovendo a si mesmo com jargões e revistas diferentes, e com todos os outros adereços de uma escola de pensamento.

As primeiras escolas de pensamento no campo da psicologia foram movimentos de protesto, até revolucionários, contra a posição sistemática prevalecente. Cada escola assinalou o que considerava as limitações e falhas do sistema mais antigo e ofereceram novas definições, conceitos e estratégias de pesquisa para corrigir as fraquezas percebidas. Quando uma nova escola de pensamento atraía a atenção da comunidade científica, produzia-se a rejeição do ponto de vista antes festejado. Esses conflitos intelectuais entre posições antigas e novas, incompatíveis entre si, eram travados com ardorosa tenacidade por ambos os lados.

Muitas vezes, os líderes de uma escola anterior não se convertem por inteiro à nova escola de pensamento. Em geral mais velhos esses psicólogos estão por demais comprometidos, intelectual e emocionalmente, com a sua posição, para mudar. Muitos dos seguidores mais jovens e menos comprometidos passam a apoiar a nova posição, deixando os outros apegados às suas tradições e trabalhando num isolamento cada vez maior.

O físico Max Planck escreveu que “uma nova verdade científica não triunfa por convencer seus opositores e fazê-los ver a luz, mas sim porque estes terminam por morrer, e uma nova geração vai crescendo familiarizada com ela” (Planck, 1949, p. 33). “Como seria bom”, escreveu Charles Darwin a um amigo, “se todo homem de ciência morresse aos sessenta anos, já que, depois disso, ele com certeza se opõe a todas as novas doutrinas” (Boorstin, 1983, p. 468).

No curso da história da psicologia, desenvolveram-se diferentes escolas de pensamento, sendo cada qual um protesto efetivo contra o que a precedia. Toda nova escola usa um modelo mais antigo como base contra a qual se opor e a partir da qual ganhar impulso. Cada posição proclama, em altos brados, o que não é e como difere do teórico sistema antigo. À medida que se desenvolve e obtêm seguidores e influência, o novo sistema inspira oposição, e todo o processo de combate começa outra vez. O que começa como uma revolução pioneira e agressiva se toma, com o sucesso, a tradição estabelecida, que então sucumbe diante da força vigorosa de um jovem e novo movimento. O sucesso destrói o vigor. Um movimento alimenta- se da oposição. Quando esta é derrotada, a paixão e o ardor do que foi um novo movimento morrem.

Embora tenha sido apenas temporário o domínio de ao menos algumas escolas de pensamento, cada uma delas desempenhou um papel vital no desenvolvimento da ciência psicológica. A influência das escolas ainda pode ser vista na psicologia contemporânea, mesmo que suas facções tenham pouca semelhança com os sistemas precedentes, porque, mais uma vez, novas doutrinas substituíram as antigas. Edna Heidbreder, uma destacada historiadora da psicologia, comparou a função das escolas de pensamento na psicologia com a dos andaimes usados para levantar um prédio alto (Heidbreder, 1933). Sem o andaime a partir do qual trabalhar, a estrutura não pode ser construída, mas o andaime não permanece; quando já não é necessário, ele é retirado. Do mesmo modo, a estrutura da psicologia de hoje foi construída com o arcabouço e as diretrizes (os andaimes) estabelecidos pelas escolas anteriores de pensamento.

Não podemos considerar nenhuma escola de pensamento como a versão completa do fato científico. As escolas não são, em sentido algum, produtos acabados; em vez disso, elas oferecem o instrumental, os métodos e os esquemas conceituais que a psicologia emprega para acumular e organizar um corpo de fatos científicos. Como observamos a moderna ciência psicológica não atingiu a sua forma final. Novas escolas tomaram o lugar das antigas, mas nada garante a sua permanência no processo evolutivo da construção desta ciência. As escolas de pensamento são estágios temporários, embora necessários ao desenvolvimento da psicologia.

A melhor perspectiva para a compreensão do estimulante avanço da psicologia é a do desenvolvimento histórico de suas escolas de pensamento. Pessoas proeminentes deram contribuições notáveis e fizeram pronunciamentos inspiradores, mas a importância da sua obra é mais perceptível quando considerada no contexto das ideias que precederam as suas, e que com frequência serviram de base para as novas formulações, bem como no âmbito dos trabalhos que as seguiram.

O Estudo da História da Psicologia - Concepções da História Científica: Personalista e Naturalista

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

Do Livro História da Psicologia Moderna – Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz

CONCEPÇÕES DA HISTÓRIA CIENTÍFICA:

PERSONALISTA E NATURALISTA

Duas abordagens podem ser adotadas para explicar como a ciência psicológica se desenvolveu: a teoria personalista e a teoria naturalista. A teoria personalista da história científica concentra-se nas realizações e contribuições monumentais de certos indivíduos. Nos termos dessa concepção, o progresso e a mudança são diretamente atribuíveis à vontade e à força de pessoas ímpares que mapearam e modificaram o curso da história. Um Napoleão, um Hitler ou um Darwin, foram, assim diz essa teoria, forças motrizes e plasmadoras de grandes eventos. A teoria personalista afirma implicitamente que eventos particulares não teriam ocorrido sem a participação dessas figuras singulares. Ela diz, na verdade, que a pessoa faz a época.

À primeira vista, parece evidente que a ciência é de fato a obra de homens e mulheres criativos, talentosos e inteligentes que determinaram a sua direção. Costumamos definir uma época pelo nome da pessoa cujas descobertas, teorias ou outras contribuições marcaram o período. Falamos da física depois de Einstein, da escultura depois de Michelangelo e da psicologia depois de Watson. É óbvio, tanto na ciência como na cultura em geral, que indivíduos produziram mudanças dramáticas — e às vezes traumáticas — que alteraram o curso da história. Basta pensar em Sigmund Freud para reconhecer a verdade disso.

O Estudo da História da Psicologia - Forças Contextuais na Psicologia

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

Do Livro História da Psicologia Moderna – Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz

FORÇAS CONTEXTUAIS NA PSICOLOGIA

A psicologia não se desenvolveu no vácuo, sujeita apenas a influências interiores. Ela é parte da cultura mais ampla em que funciona, estando, portanto, exposta à influências externas que moldam a sua natureza e a sua direção de maneiras significativas. Uma compreensão adequada da história da psicologia tem de considerar o contexto em que a disciplina surgiu e se desenvolveu — as forças sociais, econômicas e políticas que caracterizam diferentes épocas e lugares (ver Altman, 1987; Furumoto, 1989).

Veremos ao longo deste livro exemplos de como essas várias forças contextuais influenciaram o passado da psicologia e continuam a afetar o seu presente. Mencionemos brevemente aqui o impacto de três dessas forças: oportunidades econômicas, guerras e discriminação.

Nos primeiros anos do século XX, a natureza da psicologia americana e o tipo de trabalho que muitos psicólogos faziam sofreram uma drástica mudança, basicamente como resultado de oportunidades econômicas. O foco da psicologia americana passou da pesquisa pura do laboratório universitário para a aplicação do conhecimento e das técnicas psicológicas a problemas do mundo real. A explicação essencial dessa mudança foi prática. Como disse um psicólogo, “tornei-me psicólogo aplicado para ganhar a vida” (O’Donnell, 1985, p. 225).

O Estudo da História da Psicologia - Os Dados da História

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

Do Livro História da Psicologia Moderna – Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz

OS DADOS DA HISTÓRIA

Os dados da história — o material que os historiadores usam para reconstruir vidas, eventos e eras — diferem em muito dos dados da ciência. A característica mais distintiva dos dados científicos é o modo como são reunidos. Quando os psicólogos desejam descobrir, por exemplo, as condições nas quais algumas pessoas ajudam outras que aparentemente sofrem, ou, os modos pelos quais diferentes programas de reforço influenciam o comportamento de animais de laboratório, ou ainda se as crianças imitam, ou não, o comportamento agressivo que observam em outras pessoas, costuma construir situações ou estabelecer condições a partir das quais sejam gerados dados. Eles podem fazer um experimento de laboratório, observar sistematicamente o comportamento em condições controladas no mundo real, aplicar um questionário, ou determinar a correlação entre duas variáveis. Ao usar essas abordagens, os cientistas moldam as situações ou eventos que desejam estudar; as situações e os eventos que podem ser reconstruídos ou reproduzidos por outros cientistas que trabalhem em outros lugares e momentos. Os dados da ciência da psicologia podem ser verificados mediante o estabelecimento de condições semelhantes às do estudo original e a repetição da observação.

O Estudo da Hstória da Psicologia - A Relevância do Passado para o Presente

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

Do Livro História da Psicologia Moderna – Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz

A RELEVÂNCIA DO PASSADO PARA O PRESENTE

É provável que você esteja cursando esta disciplina por ser obrigado, porque o seu departamento de psicologia o exige para conceder-lhe um diploma. Se for assim, você com certeza não está sozinho. A maioria dos departamentos de psicologia das faculdades americanas exige este curso, e pesquisas periódicas acerca da melhor preparação de estudantes de graduação e pós-graduação para uma carreira em psicologia continuam a recomendar o estudo da história do campo (ver Hilgard, Leary e McGuire, 1991; McGovern, 1990; Moses, 1991).

Dentre todas as ciências, a psicologia é peculiar nesse aspecto. A maioria dos departamentos científicos não tem requisitos semelhantes; muitos não oferecem um curso que apresente a história do seu campo. Por que os psicólogos têm tanto interesse no desenvolvimento histórico da sua área? Uma das razões se relaciona com o que afirmamos antes, o fato de há séculos as questões e os problemas de que se ocupa a psicologia vêm atraindo atenção e interesse. Os estudiosos vêm tentando compreender o pensamento e o comportamento humano desde os primórdios da história registrada. Seus esforços têm produzido muitas descobertas e conclusões respeitáveis, bem como imprecisões e mitos. Como dissemos, muitas das indagações feitas séculos atrás ainda são relevantes hoje o que demonstra uma longa continuidade de problemas, embora não de métodos, no âmbito da psicologia, uma continuidade que está presente em outras ciências. Isso significa que a psicologia tem urna ligação muito tangível com o seu próprio passado, um vínculo que muitos psicólogos consideram satisfatório e útil explorar.

O Estudo da História da Psicologia - O Desenvolvimento da Psicologia Moderna

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

Do Livro História da Psicologia Moderna – Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz

O DESENVOLVIMENTO DA PSICOLOGIA MODERNA

Começamos com um paradoxo, uma aparente contradição, ao observar que a psicologia é uma das mais antigas disciplinas acadêmicas e, ao mesmo tempo, uma das mais novas. O interesse pela psicologia remonta aos primeiros espíritos questionadores. Sempre tivemos fascínio pelo nosso próprio comportamento, e especulações acerca da natureza e conduta humanas são os tópicos de muitas obras filosóficas e teológicas. Já no século V a.C., Platão, Aristóteles e outros sábios gregos se viam às voltas com muitos dos mesmos problemas que hoje ocupam os psicólogos: a memória, a aprendizagem, a motivação, a percepção, a atividade onírica e o comportamento anormal. As mesmas espécies de interrogações feitas atualmente sobre a natureza humana também o eram séculos atrás, o que demonstra uma continuidade vital entre o passado e o presente em termos de seu objeto de estudo.

Embora os precursores intelectuais da psicologia sejam tão remotos quanto os de qualquer disciplina, a moderna abordagem psicológica teve início há pouco mais de cem anos. O centenário de nascimento da psicologia moderna foi comemorado em 1979.

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