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Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.
Ho'Oponopono - Oração Original'Divino Criador, Pai, Mãe, Filho, todos em Um. Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão. Deixe que isso se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para limpar o meu subconsciente de toda carga emocional armazenada nele, digo um e outra vez, durante o meu dia, as palavras chave do HO’OPONOPONO: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes. Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que fiz a eles antes, em alguma vida passada: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu que pede perdão a esse alguém agora. Por esse instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por esse espaço sagrado que habito dia a dia e com o qual não me sinto confortável: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Pelas difíceis relações às quais só guardo lembranças ruins: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpa em mim o que está contribuindo para minha escassez: Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: “Minhas memórias, eu te amo”. Estou agradecido pela oportunidade de libertar vocês e a mim. Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Neste momento, afirmo que te amo. Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados. Te amo. Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento: Sinto muito, eu te amo. Minha contribuição para a cura da Terra: Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou: Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações, desde o início da nossa criação até o presente, eu peço o teu perdão. Deixa que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para concluir, digo que esta oração é minha porta, minha contribuição à tua saúde emocional, que é a mesma que a minha. Então esteja bem e, na medida em que vai se curando, eu te digo que: Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você. Te peço perdão por unir meu caminho ao seu para a cura, te agradeço por estar aqui em mim. Eu te amo por ser quem você é.

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sábado, 10 de fevereiro de 2018

Hercílio Maes, Ramatis (Espírito), Fisiologia da Alma, Capítulo 20 - Considerações Sobre a Origem do Câncer

FISIOLOGIA DA ALMA

CAPÍTULO 20 - CONSIDERAÇÕES SOBRE A ORIGEM DO CÂNCER

PERGUNTA: — Podeis dizer-nos se o câncer é uma enfermidade proveniente do meio planetário que habitamos?

RAMATIS: — Já vos dissemos anteriormente que o corpo físico é o prolongamento do próprio perispírito atuando na matéria; podeis mesmo compará-lo a um vasto mata-borrão capaz de absorver todo o conteúdo tóxico produzido durante os desequilíbrios mentais e os desregramentos emotivos da alma. Qualquer desarmonia ou dano físico do corpo carnal deve, por isso, ser examinado ou estudado tendo em vista o todo do indivíduo, ou seja o seu conjunto psicofísico. O corpo humano, além de suas atividades propriamente fisiológicas, está em relação com uma vida oculta, espiritual, que se elabora primeiramente no seu mundo subjetivo, para depois, então, manifestar-se no mundo físico.

O espírito é uno em sua essência imortal, mas a sua manifestação se processa em três fases distintas; ele pensa, sente e age. Em qualquer aspecto sob o qual for analisado, ou em qualquer uma de suas ações, deve ser considerado sob essa revelação tríplice, que abrange o pensamento, o sentimento e a ação. E para maior êxito no verdadeiro conhecimento do homem, é conveniente saber-se que ele é também a mesma unidade quando manifesta as suas atividades morais, intelectuais, sociais e religiosas. Deste modo, quer na enfermidade ou na saúde, não há separação entre o pensamento, a emoção e a ação do homem; em qualquer acontecimento de sua vida, há de sempre revelar-se numa só consciência, num só todo psíquico e físico, numa só memória forjada no simbolismo do tempo e do espaço.

Em consequência, como o espírito e o corpo não podem ser estudados separadamente, quer na saúde, quer na doença, é óbvio que também no caso do câncer e do seu tratamento especifico é multo importante e sensato identificar-se antes o tipo psíquico do doente e, em seguida, considerar-se então a espécie de doença. Embora certa porcentagem de incidência do câncer seja oriunda do choque ocorrido entre as forças ocultas que descem do plano superior e as energias astrais criadoras dos diversos reinos da vida física, a sua manifestação mórbida no homem é proveniente da toxicidade fluídica que ainda circula no perispírito e que foi acumulada pelos desatinos mentais e emotivos ocorridos nas várias encarnações pretéritas.

Esse morbo fluídico “desce”, depois, do perispírito para concentrar-se num órgão ou sistema orgânico físico, passando a perturbar a harmonia funcional da rede eletrônica de sustentação atômica e alienando o trabalho de crescimento e coesão das células.

Embora cada corpo físico seja o produto específico dos ascendentes biológicos herdados de certa linhagem carnal humana, ele sempre revela no cenário do mundo físico o aspecto interior da própria alma que o comanda. Mesmo considerando-se as tendências hereditárias, que disciplinam as características físicas das criaturas, há também que se reconhecer a força dos princípios espirituais que podem dirigir e modificar o corpo de carne. Cada organismo físico reage de acordo com a natureza íntima de cada alma encarnada, e de modo diferente entre os diversos homens; e isto ocorre tanto na saúde como na enfermidade.

Assim, variam as reações e a gravidade de um mesmo tipo de tumor canceroso em diferentes indivíduos, porque a sua maior ou menor influência, além da resistência biológica, também fica subordinada à natureza psíquica, emotiva e mesmo psicológica do enfermo. 

PERGUNTA: — Então devemos considerar que o câncer é uma doença espiritual, uma vez que provém dos deslizes psíquicos cometidos pelo homem no passado?

RAMATIS: — É na intimidade oculta da alma que realmente tem início qualquer impacto mórbido, que depois perturba o ritmo e a coesão das células na organização de carne.

É por isso que também se distinguem a natureza, a frequência e a qualidade das suas energias, tanto quanto elas agem mais profundamente no seio do espírito humano. Assim, a força mental sutilíssima que modela o pensamento é muitíssimo superior à energia astral, mais densa, que manifesta o sentimento ou a emoção, da mesma forma que, na matéria, o médico também reconhece que a força nervosa do homem é superior à sua força muscular. Eis por que, durante a enfermidade, seja uma simples gastralgia ou o temido câncer, o raciocínio, a emoção e a resistência psíquica de cada doente apresentam consideráveis diferenças e variam nas reações entre si.

Enquanto o homem predominantemente espiritual e de raciocínio mais apurado pode encarar o seu sofrimento sob alguma cogitação filosófica confortadora ou aceitá-lo como justificado pelo objetivo de sua maior sensibilização, a criatura exclusivamente emotiva é quase sempre uma infeliz desarvorada, que materializa a dor sob o desespero incontrolável, devido à sua alta tensão psíquica.

O certo é que as energias sutilíssimas, que atuam no mundo oculto da criatura humana e se constituem na maravilhosa rede magnética de sustentação do edifício atômico de carne, só podem manter-se coesas e proporcionar tranquila pulsação de vida desde que também permaneça o equilíbrio harmonioso do espírito. Só então a saúde física é um estado de magnífico ajuste orgânico; o ser não sente nem ouve o seu pulsar de vida, porque o seu ritmo é suave e cadenciado pelo mais leve arfar de todas as peças e funções orgânicas. Manifestando-se admiravelmente compensadas em todo o seu metabolismo, elas não perturbam a consciência em vigília, porque não provocam o desânimo, a inquietação ou a angústia, que se geram durante a desarmonia do espírito.

O animal selvagem ou o bugre puro, da floresta, embora sejam de vida rudimentar, são portadores de organismos bem dispostos, como preciosas máquinas estruturadas de carne a funcionarem tão ajustadas como se fossem valiosos cronômetros de precisão. Sem dúvida, isso acontece porque vivem distantes das inquietações mentais dos civilizados, não lhes ocorrendo quaisquer distúrbios psíquicos que possam alterar-lhes a harmonia das forças eletrônicas responsáveis pela coesão molecular da carne.

Não desconhecemos a existência de certas doenças capazes de afetar os seres primitivos e que não se produzem por quaisquer ações ou emoções desatinadas; mas insistimos em vos lembrar que é justamente entre os civilizados, como seres pensantes em essência, que a enfermidade grassa cada vez mais insidiosa. É notório que os selvagens sadios enfermam com facilidade logo que entram em contato com as metrópoles e passam a adotar os seus vícios e capciosidades mais comuns.

O câncer, que tanto se manifesta na forma de tumores como desvitalizando o sistema linfático, nervoso, ósseo ou sanguíneo, não deve ser considerado apenas como um sintoma isolado do organismo, pois a sua maior ou menor virulência mantém estreita relação com o tipo psíquico do doente. O morbo cancerígeno avulta pelos desatinos mentais e emotivos, que abalam o campo bioelétrico animal e lesam o sistema vital de defesa, para depois situar-se num órgão ou sistema orgânico mais vulnerável do corpo carnal. Em consequência, a “causa remota” patológica, do câncer, deve ser procurada consciensiosamente no campo original do espírito e na base de suas atividades mentais e emotivas. Não se trata de acontecimento mórbido da exclusividade de qualquer dependência orgânica, que se produza sem o conhecimento subjetivo do todo-indivíduo.

PERGUNTA: — Como poderíamos entender melhor essa manifestação mórbida do câncer “desde o campo original do espírito?

RAMATIS: — O espírito é o comandante exclusivo e o responsável pela harmonia e funcionamento de todo o cosmo de células que constituem o seu corpo de carne, o qual não tem vida à parte ou independente da vontade do seu dono. Mesmo o senso instintivo que regula as diversas atividades orgânicas do corpo físico, e que se presume funcionando sem o conhecimento direto da alma, tal como o fenômeno de nutrir-se, andar e respirar, não é acontecimento autômato, pois a sua harmonia e êxito de ação controladora ainda dependem do melhor contato do espírito com a carne. O sistema respiratório, o estômago, o intestino ou o próprio coração também podem alterar-se sob a menor emoção ou mudança de pensamento pois, embora sejam órgãos fora do alcance de nossa vontade, são perturbados no seu automatismo quando submetidos a demasiada insistência de nosso temor, angústia, irascibilidade ou melancolia.

É do conhecimento popular que a alegria aumenta o afluxo da bílis no fígado, a cólera o paralisa e a tristeza o reduz. Os médicos afirmam que se produzem inúmeras modificações e reações na vesícula biliar à simples variação do nosso pensar e sentir. E essas alterações, como já lembramos anteriormente, ocorrem mais comumente na região hepática, porque o corpo astral, que é o responsável pela manifestação das emoções do espírito, encontra-se ligado ao de carne justamente no plexo solar, mais conhecido por plexo abdominal na terminologia médica, e o principal controlador dos fenômenos digestivos. Também acontece ali se ligarem os nervos simpático e parassimpático, com importantes funções nessa zona; o primeiro tem por função acelerar o trabalho dos órgãos digestivos e regular a vertência da bílis, na vesícula, enquanto o segundo retarda todos os seus movimentos fisiológicos.

Inúmeros fenômenos que ocorrem no corpo físico comprovam a intervenção do pensamento produzido pela mente humana, que atua através do sistema nervoso e repercute pelo sistema glandular, facilmente afetável pelas nossas emoções. O medo, a vergonha, a raiva ou a timidez causam modificações na circulação cutânea e produzem a palidez ou vermelhidão do rosto. Sob as descargas de adrenalina e demais alterações dos hormônios, sucos gástricos e mudanças nos centros térmicos, as pupilas se contraem e se dilatam, assim como os vasos capilares. Muitas enfermidades próprias da região abdominal, como as do estômago, do intestino ou do pâncreas, originam-se exatamente das perturbações nervosas decorrentes do descontrole mental e emotivo.

Desde que o corpo físico é constituído por células em incessante associação com as mais variadas e inúmeras coletividades microbianas, que vivem imersas nos líquidos hormonais, sucos, fluidos, e noutras substâncias químicas produzidas pelos órgãos mais evoluídos, é evidente que a coesão, a harmonia e a afinidade de trabalho entre essas forças vivas assombrosas, do mundo microscópico, também dependem fundamentalmente do estado mental e da emotividade do espírito. Este é o verdadeiro responsável pelo equilíbrio eletrônico da rede atômica e pelas relações do mundo oculto com o mundo exterior da matéria, saúde, pois, assim como a doença, vem de “dentro para fora” e de “cima para baixo”, conforme já o definiram com muita inteligência os homeopatas, porque a harmonia da carne depende sempre do estado de equilíbrio e da harmonia do próprio espírito encarnado.

Já explicamos que a força mental comanda a força nervosa e esta é que então repercute no organismo muscular, para depois efetuar as modificações favoráveis ou intervir desordenadamente, lesando a estrutura dos órgãos ou sistema orgânico. A doença, pois, em vez de ser uma desarmonia específica de determinado órgão ou sistema de órgãos, é o produto de uma desordem funcional que afeta toda a estrutura orgânica; é um estado mórbido que o próprio espírito faz refletir perturbadoramente em todos os seus campos de forças vivas e planos de sua manifestação. Já dissemos que a irregularidade no campo mental também produz suas toxinas específicas mentais, as quais repercutem pelo corpo astral e carbonizam as forças astralinas inferiores. Então processa-se o gradativo abaixamento vibratório do conteúdo tóxico psíquico, que se encorpa e se adensa, fluindo para a carne e constituindo-se no morbo que se situa, depois, em qualquer órgão ou sistema do corpo físico, para produzir a indesejável condição enfermiça.

Assim é que a manifestação mórbida que provoca a doença no organismo humano principia pela perturbação do espírito “desde o seu campo original” de ação espiritual, e depois “baixa” gradativamente através dos vários planos intermediários do mundo oculto.

PERGUNTA: — Diante de vossas considerações, deduzimos que o câncer também pode provir de várias origens diferentes entre si. Estamos certos?

RAMATIS: — O câncer, no homem, não fornece a possibilidade de se identificar, no momento, um agente infeccioso propriamente físico e passível de ser classificado pelos laboratórios do mundo, assim como se descobriram pelo microscópio os bacilos de Koch, Hansen, Kleber ou o espiroqueta de Shaudin. Não se trata de um microrganismo de fácil identificação pela terminologia acadêmica, pois é um bacilo psíquico, só identificável, por enquanto, no mundo astral, e que se nutre morbidamente da energia subvertida de um dos próprios elementais primários, criadores da vida física. Esse elemental primitivo e base da coesão das células da estruturação do mundo material, torna-se virulento e inverte os pólos de sua ação criadora para destruidora, assim que é irritado em sua natureza e manifestação normal, o que pode acontecer tanto pelo choque de outras forças que fecundam a vida, que operam na intimidade da criação, como pela intervenção violenta, desarmônica e deletéria por parte da mente e da emoção humana.

E certo que alguns tipos de animais e aves, como o coelho, o camundongo, o sapo, o marreco, a rã, a galinha e o peru, podem acusar a transmissibilidade e contaminação do câncer, atestando, pois, a existência de um vírus ou agente infeccioso quando são inoculados pelo filtrado ativo de tecido canceroso e cujas células tenham ficado retidas no filtro. Mas essa experiência já não serve de paradigma para se verificar o câncer no homem, que é um ser mais complexo e evolvido que o animal, revelando também uma vida psíquica superior. Mas, como no fundo de qualquer câncer permanece dominando morbidamente uma energia primária criadora, que foi perturbada, capaz de alimentar o vírus de natureza predominante astral ou psíquica, no animal ela sofre essa alteração para pior, em um nível magnético mais denso, mais periférico no campo das forças instintivas. Deste modo, o vírus astral cancerígeno, que se nutre dela, manifesta-se então mais à superfície da matéria no réptil, no animal, na ave e mesmo na vegetação, com possibilidade de ser entrevisto no futuro, assim que a Ciência conhecer o microscópico “eletro-etéreo”.

Como essa alteração da energia primária criadora, no homem, que é criatura mais evolvida, processa-se no seu campo mental e emotivo mais profundo, o vírus astral não adquire o encorpamento necessário para ser pressentido à luz do laboratório físico ou conjeturado em qualquer outra experiência de ordem material.

Desejamos esclarecer-vos, embora lutemos com a falta de vocábulos adequados, que na vegetação, nas aves, nos répteis ou nos animais, o vírus do câncer ainda é passível de ser auscultado pelo aparelhamento material, porque a energia criadora subvertida o fecunda na frequência mais baixa, num campo biomagnético mais denso e inferior, enquanto que no homem o mesmo fenômeno se processa em nível superior mental e emotivo, o que torna inacessível a sua auscultação no aparelhamento físico. Em ambos os casos, esse elemental primário perturbado durante a simbiose das energias criadoras ou pela intervenção nefasta da mente ou da emoção humana, atua depois desordenadamente no encadeamento normal das células físicas, originando o câncer tão temido!

PERGUNTA: — Como poderíamos entender melhor esse choque de forças criadoras que perturbam o elemental primário, dando ensejo ao câncer nos animais, ou então produzindo-o no homem devido à irritação mental e emotiva?

RAMATIS: — Trata-se de uma das energias primárias fecundantes da própria vida física e que, ao ser desviada de sua ação específica criadora, converte-se num fluido morboso que circula pelo perispírito ou nele adere na forma de manchas, nódoas ou excrescências de aspecto lodoso. Transforma-se num miasma de natureza agressiva, assediando ocultamente o homem e minando-lhe a aglutinação normal das células físicas. A sua vida astral mórbida e intensamente destrutiva, numa perfeita antítese de sua antiga ação criadora, escapa à intervenção propriamente física procedida de “fora para dentro”; daí, pois, o motivo por que é imune à radioterapia, cirurgia ou quimioterapia do mundo material, permanecendo ativa, como um lençol compacto de vírus interferindo na circulação astral do perispírito, capaz de produzir as recidivas como a proliferação dos neoplasmas malignos nos tecidos adjacentes aos operados ou cauterizados.

Se a Medicina pudesse estabelecer uma patogenia psico-astral e classificar minuciosamente todas as expressões de vida e forças que se manifestam no mundo astralino microcósmico e interpenetram toda a estrutura atômica do globo terráqueo, nutrindo os reinos vegetal, mineral e animal, é certo que também poderia identificar esse elemento primário e criador que, ao ser irritado por forças adversas em eclosão, ou pela mente humana, perturba a base eletrônica das células construtoras do organismo físico. Quando é violentado no campo de forças mais densas, que caldeiam as configurações vivas mais grosseiras, origina os efeitos cancerosos que atingem os vegetais, as aves, os insetos, os répteis e os animais; porém, se é atingido por alterações energéticas mais profundas, produzidas pelas forças mental e emotiva, então produz o câncer no homem!

Sendo uma das energias que participam da extensa cadeia de forças vivas ocultas e criadoras das forças do mundo físico, é semelhante ao alicerce de pedras que, embora permaneça oculto no solo pantanoso ou no terreno rochoso, garante a estabilidade do arranha-céu. No entanto, desde que esse alicerce arruine-se pela infiltração de umidade, por alguma deficiência na liga da argamassa, ou por qualquer erosão do solo, é evidente que todo o edifício sofrerá na sua verticalidade e segurança, porquanto a sua garantia e base sólida transformam-se num elemento perigoso para a sustentação arquitetônica.

O mesmo ocorre com o elemental primário oculto, que provoca o câncer, o qual é também um dos alicerces sustentadores do edifício atômico das formas vivas do mundo físico, desde que não seja subvertido por qualquer intervenção perturbadora. Se o desviam de sua ação criadora ou o irritam pelo uso delituoso, ele se transforma numa energia prejudicial às mesmas coisas e seres a que antes servia de modo benfeitor. Revela-se, pois, uma força nociva e destruidora quando o convocam do seu mundo oculto para fins contrários à sua energética normal.

PERGUNTA: — A fim de podermos perceber melhor qual a ação exata dessa energia, que tanto sustenta a vida física como também pode perturbá-la causando o câncer, poderíeis dar-nos algum exemplo comparativo com qualquer outra energia conhecida em nosso mundo?

RAMATIS: — Cremos que a natureza e a ação da eletricidade poderiam ajudar-vos a compreender melhor a natureza e a ação desse elemental primário que, ao ser irritado, produz o terreno mórbido para o câncer. A eletricidade é uma energia pacífica no mundo oculto, e integrante de todos os interstícios de toda vida planetária e, também, só se manifesta à periferia da matéria, depois de excitada ou irritada, quer seja pelo atrito mecânico e irritação das escovas de metal sobre o dorso dos dínamos em movimento, quer pela simples fricção entre dois panos de lã. A energia elétrica, pois, encontra-se também em estado latente no seu mundo natural, na forma de um elemental primário, atendendo a certa necessidade da vida física. Mas, assim que a irritam, baixa em sua vibração normal e passa a agir vigorosa e intempestivamente na superfície material.

O homem, através da máquina elétrica, produz a eletricidade pela fricção desse elemental energético e natural do mundo astral, porém interpenetrante em toda a vida física. É evidente, pois, que a energia elétrica existe tanto no dínamo como em suas escovas de metal, mas a sua revelação só se faz pela fricção, que o homem consegue controlar habilmente. Quando o relâmpago risca o céu e o raio fende o espaço carbonizando a atmosfera, partindo árvores ou fundindo objetos na sua atração para o solo, ainda nesse caso é a mesma energia primária que se transforma em eletricidade, materializando-se por efeito do atrito ou da “irritação” produzida pelos choques das nuvens.

Embora a eletricidade seja, depois, força agressiva e perigosa quando aflora do mundo oculto para o exterior, o homem dispõe de aparelhamento capaz de transformá-la e armazená-la para o aproveitamento útil e adequado no vosso mundo. Mas, como do nada não pode provir nada, a eletricidade também não poderia provir do nada, mas sim derivar de um elemental oculto no seio da própria matéria integrante de todas as formas e seres.

A eletricidade é conhecida do homem porque ele a produz pela fricção ou por outros métodos modernos; mas é evidente que ainda ignora qual seja a espécie exata de força oculta dispersa pelo Cosmo e que, depois de excitada, “baixa” do mundo invisível em sua frequência vibratória e se torna sensível ao aparelhamento terreno. É força que precisa ser convenientemente controlada para evitar-se a sua ação ofensiva e destruidora, pois há muita diferença entre o transformador de alta tensão, que suporta 10.000 ou 50.000 volts, e o modesto transformador do rádio doméstico, que só resiste a 120 volts.

Analogamente à eletricidade, também podeis avaliar a existência de um elemental primitivo ou energia primária oculta em todas as coisas e seres vivos, que as sustenta no processo de coesão e substituição das células responsáveis pelo fundamento do reino vegetal, mineral e animal. A poderosa rede eletrônica de força primitiva do mundo invisível, que é constituída por entidades vivas astralinas e inacessíveis à instrumentação do mundo físico, quando perturbada pode inverter os pólos de sua função coordenadora específica, provocando as rebeliões das células e os consequentes tumores cancerígenos ou a leucemia.

Assim como a eletricidade se produz pela fricção que irrita o seu elemental primário oculto, o câncer também se manifesta pela irritação que altera o curso normal da ação pacífica e construtiva do elemental responsável pela coesão e labor sinérgico das células da matéria, as quais, embora sejam unidades com vida própria, tanto anatômicas como fisiológicas, fundamentam a sua sustentação harmônica na energia que o espírito distribui em sua vestimenta imortal.

Esse elemental, que tanto faz parte integrante do perispírito como do organismo físico, é capaz, por isso, de reagir conforme seja a disposição mental e emotiva do homem. Quando o homem pensa, emite ondas cerebrais eletrodinâmicas, que afetam todo o campo de suas energias ocultas e, quando se emociona, pode alterar a frequência vibratória do seu próprio sistema eletrônico de sustentação atômica. É natural, pois, que um elemental cancerígeno venha-se irritando em sua intimidade há decênios, séculos e até milênios, pela força das vibrações dos pensamentos desregrados e das emoções violentas do espírito encarnado, e essa carga nociva, atingida a fase de sua saturação, deve convergir profilaticamente para a carne! A mente aí funciona em distonia, projetando dardos mentais que desorganizam as aglomerações celulares, adensando-se o magnetismo até obstruir o trabalho criativo do cosmo orgânico, impondo-se então a moléstia cancerosa através da desarmonia psicofísica.

PERGUNTA: — Como poderíamos entender melhor essa irritação ou mau uso do elemental primário, que depois produz o câncer?

RAMATÍS: — Sabeis que a eletricidade é energia dinâmica e o magnetismo é energia estática; a primeira intervém de modo súbito e pelas descargas de chofre, enquanto a segunda exerce o seu efeito mais suavemente, por força da atração ou de imantação. Isso também sucede com o elemental primitivo que, invertendo a sua ação benfeitora, produz o câncer; ele tanto pode agir de imediato, alterando a intimidade celular dos vegetais ou animais, em face do conflito entre as demais forças criadoras, como também ser violentado pela mente ou irritado pelas emoções perniciosas do homem, produzidas pelas paixões indomáveis.

Qualquer energia potencializada a rigor tanto pode produzir benefícios como efeitos nocivos, e o homem, pela sua força mental desordenada e suas emoções em desequilíbrio, pode provocar irritações nesse elemental primário, que depois o prejudicam, promovendo a rebelião das células. A mesma radioterapia que, sob a aplicação benfeitora, será capaz de desintegrar certos neoplasmas malignos, transforma-se em força maléfica quando é imposta sobre algumas zonas delicadas do sistema nervoso.

PERGUNTA: — Podeis explicar-nos como é que o elemento primário, em questão, pode provocar o câncer nos animais, devido ao “conflito de energias” operantes na intimidade dos mesmos?

RAMATIS: — Conforme já sabeis, o câncer não atinge apenas o homem, mas também afeta certos peixes, répteis, animais e até vegetais, embora seja muito raro nos animais selvagens ou nos silvícolas, que ainda vivem em perfeita harmonia com a natureza. Como já explicamos, é uma doença que pode provir das circunstâncias do meio e do conflito entre as próprias forças criadoras da vida, porque, cerceando-lhes a atividade dinâmica, também atua o elemental primitivo que, depois de perturbado, torna-se virulento e cancerígeno.

Esse conflito pode produzir-se durante o acasalamento sinérgico entre as forças ocultas e criadoras do mundo instintivo inferior e as energias vitais diretoras, que baixam do plano do psiquismo superior. Nem sempre essa simbiose de vida realiza-se de modo harmonioso na intimidade das plantas e árvores, ou dos animais; então origina-se o choque energético, desorganizando a composição das células vegetais ou animais.

PERGUNTA: — Em face da complexidade do assunto, apreciaríamos que nos ajudásseis a compreender melhor a natureza desse conflito energético, e como ele se processa entre as forças da vida instintiva e as energias psíquicas descidas dos planos superiores.

RAMATIS: — Assim como o choque entre as correntes de ar frio e ar quente, que se processa na atmosfera, produz o conflito motivado pela diferença de pressão e temperatura, resultando os vórtices ou turbilhões mais conhecidos como redemoinhos, e que às vezes atingem até à violência do furacão, as forças criadoras do astral inferior, quando se defrontam com as energias diretoras do astral superior, provocam, por vezes, os conflitos no campo magnético ou eletrobiológico dos seres vivos, perturbando a aglutinação das células e favorecendo as excrescências anômalas. Então altera-se o crescimento normal do cosmo celular do animal ou do vegetal, sem qualquer possibilidade de ser sustada a ação desordenada e corrigido esse desvio biológico, porque a irritação se processa justamente num dos próprios elementos energéticos sustentadores da vida.

Daí o motivo por que não devemos considerar essas manifestações cancerígenas dos animais como decorrentes de culpas cármicas do passado, mas apenas como consequência natural da desarmonia nas trocas energéticas do meio hostil onde precisam gerar-se as espécies inferiores. A Terra ainda é um imenso laboratório de ensaios biológicos destinados a fixar os tipos definitivos do futuro e a tecer os trajes orgânicos mais evoluídos, que devem vestir novas expressões do psiquismo adormecido. E cadinho de forças onde o Criador ensaia, tempera e plasma os invólucros para o espírito adquirir consciência de existir e saber.

Nem sempre as adaptações para melhor se fazem sob a desejada harmonia celular. É o caso dos animais domesticados que, por isso, ficam enfraquecidos no seu senso instintivo de adaptação e sobrevivência ao meio, uma vez que passam a depender diretamente do homem, que lhes modifica até a alimentação tradicional. Eles se tornam mais vulneráveis ao câncer, porque seus hábitos milenares são perturbados, irritando a energia primária de sua sustentação biológica natural. É o que acontece com o cão, o cavalo, o boi, o carneiro e mesmo os ratos das cidades que, para sobreviverem a contento, devem adaptar-se apressadamente às condições de vida do civilizado, embora na sua contextura biológica ainda lhes grite o condicionamento selvagem de milênios! E por isso os mais débeis pagam também o tributo do câncer quando submetidos a essas urgentes mutações, sem quaisquer culpas cármicas de vidas pregressas, mas em face da passagem algo violenta da vida selvagem para a domesticada. No entanto, o animal selvagem e livre só muito raramente se torna canceroso, porque permanece um sadio equilíbrio em sua rede de sustentação e coesão molecular, sem a irritação do elemental primário e a consequente alienação do crescimento das células.

Apesar de parecer injusta essa porcentagem de sacrifício entre os animais, em consequência do câncer, o aperfeiçoamento prossegue e compensa depois os acidentes naturais e imprevisíveis que, durante a sutilíssima simbiose energética, conduzem para melhor os seres e as coisas. Entretanto, o câncer no homem é essencialmente de natureza cármica, pois a sua predisposição mórbida resulta do expurgo da carga miasmática elaborada pelos seus atos danosos no passado, em prejuízo do semelhante.

PERGUNTA: — Poderíeis expor-nos com maiores detalhes como se dá a intervenção ou ação do homem sobre o elemental primário que lhe causa o câncer?

RAMATIS: — Já vos explicamos alhures que o homem, na qualidade de criatura que pensa, sente, age e pode examinar os seus próprios atos, tanto é responsável pelas “virtudes” que o beneficiam, como pelos “pecados”, que o prejudicam espiritualmente. No primeiro caso, ele sensibiliza-se afinando a sua indumentária perispiritual; no segundo, perturba-se pela mente e pela emoção descontroladas, alterando a harmonia eletrônica das energias ocultas que lhe sustentam o equilíbrio biopsíquico. Conforme for a natureza do pecado ou a violência mental que exercer em oposição espiritual, também perturbará o tipo de elemental primário ou energia básica primitiva do mundo astral e que, no conhecido choque de retorno, produz uma reação lesiva idêntica, no perispírito, e que depois se transfere do mundo oculto para a carne, produzindo o estado enfermiço que a Medicina então classifica em sua terminologia patológica.

Conforme a natureza do pecado, o conflito mental ou emotivo que a criatura cria para com a harmonia do seu espírito também irrita o tipo de elemental específico que lhe sustém o eletronismo biológico, estabelecendo o terreno mórbido que se torna eletivo para determinada invasão microbiana. Assim produz-se a nefrite, a tuberculose, a asma, a lepra, a sífilis, a amebíase, o pênfigo ou o câncer e, conforme seja ainda a devastação orgânica, pode ocorrer a alienação mental, a esquizofrenia ou a epilepsia. O processo morboso que reage do mundo oculto, através do próprio elemento criador que é perturbado, ataca o sistema linfático, o sanguíneo, o ósseo, o endocrínico ou o muscular, produzindo doenças características e diferentes entre si, desarmonizando as relações entre o perispírito e a carne.

A maioria dos casos de câncer que afetam o homem produz-se pela disfunção da base psíquico-eletrônica da organização das células, devido ao elemental que fecunda a vida material se tornar virulento. Então essa modificação morbosa se torna o alimento predileto de certos bacilos psíquicos ainda inacessíveis a qualquer percepção do aparelhamento de laboratório terreno, pois a origem mórbida só pode ser avaliada no campo das conjecturas patológicas. O residual enfermiço vai-se acumulando no perispírito, na decorrência das encarnações, formando a indesejável estase, em que o organismo físico satura-se até ficar excessivamente sensibilizado. É bastante uma singela contusão mal cuidada, estenose insolúvel, enfermidade mais demorada num órgão debilitado, irritação por agentes químicos, abuso excessivo do fumo, do álcool, da carne de porco, dos narcóticos ou sedativos a granel, intoxicação medicamentosa, hemorragia incontrolável, intervenção cirúrgica inoportuna ou excrescência parasitária, para se iniciar a desarmonia celular com a vertência do morbo fluídico para a carne e a conseqüente anomalia no crescimento e justaposição das células.

Poucos médicos sabem que algumas vezes é bastante um estado de irascibilidade, ódio, violência, mágoa ou insidiosa melancolia para dar início à drenação tóxica e à incidência cancerígena, que se manifesta como se tivesse sido acionada por forte detonador psíquico!

A virulência fluídica em descenso do perispírito rompe o equilíbrio entre o eletronismo biológico do homem e as coletividades microscópicas que lhe garantem a estabilidade da vida física, sempre dependente da harmonia psicossomática. Então a carne é a grande sacrificada pelos neoplasmas que, depois, a terminologia acadêmica distingue na forma de sarcomas, epiteliomas, etc., ou da implacável
leucemia.

PERGUNTA: — Poderíeis explicar-nos, de modo mais compreensível, como se processa o acometimento cancerígeno no corpo da criatura humana, através da subversão do elemental primário de função criadora? Ser-vos-ia possível dar-nos uma ideia do motivo de ser tão dificultosa a cura do câncer, embora a Medicina já conte com aparelhagem tão eficiente?

RAMATIS: — Sob a nossa visão espiritual, temos observado que o elemental fluídico primitivo e criador, depois de subvertido ou irritado pelas vibrações violentas ou mórbidas da mente humana, adensa-se como um forte visco astral que adere ao tecido delicado do perispírito, ameaçando perigosa petrificação que exige pesado tributo à alma. Verificamos que no fundo de todas as tumorações físicas cancerosas ele se acumula na forma de manchas, emplastros ou excrescências astralinas, que muito se assemelham à lama, aderente às contrapartes etéreo-astrais, mantendo ali uma vida parasitária e independente, como se fossem nódoas negras sobre uma vestidura de linho alvo.

Através do fenômeno de osmose, o fluido contaminado do elemental alterado é absorvido pelo perispírito, e salienta-se como o hóspede indesejável no processo mórbido do vampirismo fluídico que, por lei da vida sideral, precisa ser alijado da vestimenta imortal do espírito, uma vez que se trata de energia nociva, que não pertence à sua circulação normal. No caso da leucemia ou do câncer sanguíneo, esse elemental lodoso, primário e posteriormente agressivo, circula pela contextura do perispírito, polarizando-se mais fortemente nas contrapartes etéreo-astrais, que são as matrizes ajustadas à medula óssea, ao fígado e ao baço, ensejando perturbações perniciosas ao conhecido processo da hematopoese, ou seja, da formação dos glóbulos de sangue, constituindo a nossos olhos verdadeira “infecção fluídica”.

Se o médico terreno pudesse examinar essa essência primária alterada pelo próprio espírito do homem, como excrescência lodosa aderida à organização perispiritual, sem dúvida iria associá-la às formas características repugnantes dos lipomas, que por vezes deformam grotescamente o rosto das criaturas! E um dos fatos mais significativos é que ela aumenta a sua força e vibração agressiva em perfeita sintonia com os resíduos de outras energias deletérias, que o homem movimenta na imprudência de novos desequilíbrios mentais e emotivos. Nutre-se, fortifica-se em sua virulência quando recebe novo combustível fluídico pelo psiquismo humano durante os estados de ódio, cólera, ciúme, inveja, crueldade, medo, luxúria ou orgulho. Eis por que os médicos modernos têm verificado que as crises dos cancerosos mantêm estreita relação com os seus estados psíquicos.

O homem, como centelha emanada do Criador, um foco de luz obscurecida pela personalidade transitória carnal, deveria manter-se acima das paixões e interesses inferiores do mundo material a fim de, concentrando as energias que lhe ativam a luminosidade espiritual interior, projetar as forças que dissolvem as aderências e as petrificações astrais do seu perispírito, livrando-o dos processos morbosos que lhe obscurecem a transparência sideral. E no caso do câncer só a dinamização vigorosa de forças geradas no mundo interior do espírito é que poderão diminuir a ação agressiva do elemental primário que, depois de perturbado, é o causador do câncer.

PERGUNTA: — Ainda podeis estender-vos mais um pouco sobre a forma desse elemental primário responsável pelo câncer, informando-nos como ele opera sobre o perispírito na sua invasão morbosa?

RAMATIS: — Para a nossa visão de desencarnados, esse elemental, depois de subvertido, perde a sua aparência comum de fluido cintilante, que lembra o fluxo do luar sobre o lago sereno, para tornar-se obscurecido, denso, repugnante, agressivo e insaciável na sua ação invasora. Invertido na sua função criadora, assume a forma destruidora e ataca a substância translúcida e tenuíssima do perispírito; tenta, mesmo, combinar a sua natureza inóspita e deletéria com a contextura evolvida daquele, procurando rebaixá-lo para uma forma e condição astralina conspurcada, lembrando a nódoa de tinta alastrando-se pelo tecido alvacento.

A sua configuração mais comum aderida ao perispírito lembra gigantesca ameba fluídica, que emite tentáculos sob movimentos larvais incessantes, ou assume a forma de exótica lagosta ou reptil aracnídeo, interceptando o curso nutritivo das correntes “vitais magnéticas”, para alimentar a sua vida parasitária e vampírica. A sua ação é interpenetrante na veste perispiritual e condensa facilmente toda substância mental que, por efeito do mau uso dos dons do espírito, baixa em sua frequência vibratória; também atua fortemente ao nível das emoções descontroladas e interfere principalmente na função do “chacra esplênico”, que é o centro etérico controlador e revitalizante das forças magnéticas que se relacionam através do baço.

No perispírito, que é a matriz da organização carnal, já se pode observar, então, a caracterização subversiva das células neoplásticas do câncer, cuja proliferação anárquica repercute pouco a pouco em direção ao corpo físico, em concomitância com o fluido pernicioso que opera sub-repticiamente no seu incessante abaixamento vibratório. Infelizmente, é o próprio espírito do homem que enfraquece o seu comando biológico e concorre com os seus desatinos mentais e paixões violentas para que a manifestação cancerígena se processe mais cedo!

Ante a desarmonia verificada nesse comando eletrônico, responsável pela aglutinação atômica que edifica a carne, o miasma astralino intercepta o fluxo vital e perturbam-se as linhas de forças magnéticas que predispõem a harmonia orgânica, resultando a rebelião incontrolável das células.

Os clarividentes encarnados podem observar, com certa clareza, que esse miasma cancerígeno emite uma série de tentáculos ou pseudópodes que, emergindo do perispírito, depois se interpenetram invisivelmente pela pele e pelos órgãos físicos, aos quais se aferram com vigor, traçando antecipadamente o curso anárquico das formações celulares. Doutra feita, estendem-se pela intimidade da medula óssea, do fígado ou do baço, vampirizam os glóbulos vermelhos e caracterizam a hiperplasia do tecido formador dos glóbulos brancos.

As células físicas embebidas por essa essência aviltante e parasitária se disturbam e atropelam-se em sua genética, materializando-se na carne sob a conformação heterogênea e nociva dos neoplasmas malignos.

MAES, Hercílio,; RAMATIS (Espírito). Considerações sobre a origem do câncer. In: Fisiologia da Alma, cap. 20.

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