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Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

A Gênese, Introdução à Primeira Edição Publicada em Janeiro de 1868

A GÊNESE

INTRODUÇÃO

À PRIMEIRA EDIÇÃO PUBLICADA EM JANEIRO DE 1868

Esta nova obra constitui um passo à frente nas consequências e aplicações do Espiritismo. Conforme indica o seu título, ela tem por objeto o estudo de pontos até hoje interpretados de modos divergentes: a Gênese, os milagres e as predições segundo o Espiritismo, em suas relações com as novas leis que decorrem da observação dos fenômenos espíritas.

Dois elementos, ou, se preferirem, duas forças regem o universo: o elemento espiritual e o elemento material. Da ação simultânea desses dois princípios nascem fenômenos especiais, que são naturalmente inexplicáveis se se faz abstração de um dos dois, da mesma forma que a formação da água seria impossível se fosse abstraído um de seus dois elementos constitutivos: o oxigênio e o hidrogênio.

O Espiritismo, demonstrando a existência do mundo espiritual e suas relações com o mundo material, nos dá a chave de uma multidão de fenômenos incompreendidos e considerados por isso mesmo inadmissíveis por uma certa classe de pensadores. Esses fatos são abundantes nas Escrituras, e é pela falta de conhecimento das leis que os regem que os comentadores dos dois campos opostos, movendo-se sem cessar no mesmo círculo de ideias - uns fazendo abstração dos dados positivos da ciência, os outros, do princípio espiritual - não puderam atingir uma solução racional.

Essa solução está na ação recíproca do espírito e da matéria. Ela tira, é verdade, à maior parte desses fatos, seu caráter sobrenatural; mas, o que será melhor: admiti-los como derivados das leis da Natureza ou rejeitá-los completamente? Sua rejeição absoluta arrasta a da própria base do edifício, ao passo que a sua admissão a tal título, não suprimindo senão os acessórios, deixa a base intacta. Eis porque o Espiritismo atrai tantas pessoas à crença de verdades até então consideradas utopias.

Esta obra é, portanto, conforme temos dito, um complemento das aplicações do Espiritismo segundo um ponto de vista especial. Seu material estava pronto ou pelo menos elaborado há muito tempo; mas o momento de publicá-la não tinha chegado ainda. Era necessário, antes de mais nada, que as ideias constitutivas de sua base tivessem chegado à maturidade e, de outro lado, atentar para a oportunidade das circunstâncias. O Espiritismo não tem mistérios, nem teorias secretas; tudo nele é revelado com clareza, para que cada um possa julgá-lo com conhecimento de causa;  mas cada coisa deve vir a seu tempo, para vir com segurança. Uma solução dada superficialmente, antes da elucidação completa da interrogação, seria uma causa de retardamento, ao invés de realizar o progresso. A importância do assunto  aqui tratado impunha-nos o dever de evitar qualquer precipitação.

Antes de entrarmos em matéria, pareceu-nos ser necessário definir nitidamente o papel respectivo dos Espíritos e dos homens na fundação da nova doutrina; essas considerações preliminares, que afastam qualquer ideia de misticismo, foram objeto do primeiro capítulo, intitulado: Caracteres da revelação espírita. Chamamos para este ponto toda a atenção, porque nele se encontra, de certo modo, o nó da questão.

Sem embargo da parte que toca à atividade humana na elaboração desta Doutrina, a iniciativa da obra pertence aos Espíritos, porém não a constitui a opinião pessoal de nenhum deles. Ela é, e não pode deixar de ser, a resultante do ensino coletivo e concorde por eles dado. Somente sob tal condição se lhe pode chamar Doutrina dos Espíritos. Doutra forma, não seria mais do que a doutrina de um Espírito e então teria o valor de uma opinião pessoal.

Generalidade e concordância no ensino, esse o caráter essencial da Doutrina, a condição mesma da sua existência, donde resulta que todo princípio que ainda não haja recebido a consagração do controle da generalidade não pode ser considerado parte integrante dessa mesma doutrina. Será uma simples opinião isolada, da qual não pode o Espiritismo assumir a responsabilidade.

Essa coletividade concordante da opinião dos Espíritos, passada, ademais, pelo critério da lógica, é que constitui a força da Doutrina Espírita e lhe assegura a perpetuidade. Para que ela mudasse, fora mister que a universalidade dos Espíritos mudasse de opinião e viesse um dia dizer o contrário do que tem dito. Pois que ela tem sua fonte de origem no ensino dos Espíritos; para que sucumbisse seria necessário que os Espíritos deixassem de existir. É também o que fará que prevaleça sobre todos os sistemas pessoais, cujas raízes não se encontram por toda parte, como com ela se dá.

O livro dos espíritos só teve consolidado o seu crédito por ser a expressão de um pensamento coletivo, geral. Em abril de 1867, completou o seu primeiro período decenal. Nesse intervalo, os princípios fundamentais, cujas bases o livro assentara, foram sucessivamente completados e desenvolvidos, por virtude da progressividade do ensino dos Espíritos. Nenhum, porém, recebeu desmentido da experiência; todos, sem exceção, permaneceram de pé, mais vivazes do que nunca, enquanto, de todas as ideias contraditórias que alguns tentaram opor-lhe, nenhuma prevaleceu, precisamente porque, de todos os lados, era ensinado o contrário. Este o resultado característico que podemos proclamar sem vaidade, pois que jamais nos atribuímos o mérito de tal fato.

Os mesmos escrúpulos havendo presidido à redação das nossas outras obras, podemos, com toda verdade, dizê-las segundo o Espiritismo, porque estamos certos da conformidade delas com o ensino geral dos Espíritos. O mesmo sucede com esta, que podemos, por motivos semelhantes, apresentar como complemento das que a precederam, com exceção, todavia, de algumas teorias ainda hipotéticas, que tivemos o cuidado de indicar como tais e que devem ser consideradas simples opiniões pessoais, enquanto não forem confirmadas ou contraditadas, a fim de que não pese sobre a Doutrina a responsabilidade delas.

Aliás, os leitores assíduos da Revista espírita hão tido ensejo de notar, sem dúvida, em forma de esboços, a maioria das ideias desenvolvidas aqui nesta obra, conforme o fizemos com relação às anteriores. A Revista, muita vez, representa para nós um terreno de ensaio, destinado a sondar a opinião dos homens e dos Espíritos sobre alguns princípios, antes de os admitir como partes constitutivas da Doutrina.