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Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.
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sexta-feira, 29 de abril de 2016

O Céu e o Inferno, Prefácio

O CÉU E O INFERNO

PREFÁCIO

O título desta obra indica claramente seu objeto. Ai reunimos todos os elementos próprios para esclarecer o homem sobre seu destino. Como nos nossos outros escritos sobre a doutrina espírita, ai nada introduzimos que seja produto de um sistema preconcebido, ou de uma concepção pessoal, que não teria nenhuma autoridade: tudo ai é deduzido da observação e da concordância dos fatos.

O Livro dos Espíritos contém as bases fundamentais do espiritismo; é a pedra angular do edifício; todos os princípios da doutrina ai são apresentados, até os que devem constituir o seu coroamento; mas era necessário dar-lhe os desenvolvimentos, deduzir-lhe todas as consequências e todas as aplicações, à medida que se desenrolavam pelo ensinamento complementar dos Espíritos, e por novas observações; Foi o que fizemos em O Livro dos Médiuns e no O Evangelho Segundo o Espiritismo, em pontos de vista especiais; é o que fazemos nesta obra, sob um outro ponto de vista, e é o que faremos sucessivamente nas que nos restam a publicar, e que virão a seu tempo.

As ideias novas só frutificam quando o terreno está preparado para as receber. Ora, por este terreno preparado devem entender-se algumas inteligências precoces, que só dariam frutos isolados, mas um certo conjunto na predisposição geral, a fim de que, não só dê frutos mais abundantes, mas que a ideia, encontrando maior número de pontos de apoio, encontre menos oposição e seja mais forte, para resistir aos antagonistas. O Evangelho Segundo o Espiritismo já era um passo à frente; O Céu e o Inferno é mais um passo cujo alcance será mais facilmente compreendido, porque toca ao vivo certas questões; mas não devia vir mais cedo.

Se se considerar a época em que veio o espiritismo, reconhecer-se-á sem esforço que veio em tempo oportuno, nem muito cedo, nem muito tarde. Mais cedo, teria abortado, porque, não sendo numerosas as simpatias, teria sucumbido aos golpes dos adversários; mais tarde, teria perdido a ocasião favorável de se produzir; as ideias poderiam ter tomado um outro curso, do qual teria sido difícil desviá-las. Era necessário deixar às velhas ideias o tempo de se gastarem e provar sua insuficiência, antes de apresentar outras novas.

As ideias prematuras abortam porque não se está maduro para as compreender e ainda não se faz sentir a necessidade de uma mudança de posição. Hoje é para todos evidente que se manifesta um imenso movimento de opinião; uma formidável reação se opera, no sentido progressivo, contra o espírito estacionário, ou retrógrado, da rotina; os satisfeitos da véspera são os impacientes do dia seguinte. A humanidade está em trabalho de parto; há qualquer coisa no ar, uma força irresistível que a impele para frente; ela está como um jovem saído da adolescência, que entrevê novos horizontes sem os definir, e sacode os cueiros da infância. Vê-se algo de melhor, alimento mais sólido para a razão; mas esse melhor ainda está no vago; todos trabalham na busca, do crente ao incrédulo; do operário ao cientista. O universo é um vasto canteiro; uns destroem, outros reconstroem; cada um talha uma pedra para o novo edifício, do qual só o grande arquiteto possui o plano definitivo, e cuja economia só será compreendida quando suas formas começarem a se desenhar acima da superfície do solo. Foi esse momento que a soberana sabedoria escolheu para o advento do espiritismo.

Os Espíritos que presidem ao grande movimento regenerador agem, pois, com mais sabedoria e previdência do que podem fazê-lo os homens, porque abarcam a marcha geral dos acontecimentos, ao passo que nós só vemos o círculo limitado do horizonte. Estando chegados os tempos da renovação, conforme os desígnios divinos, era preciso que em meio às ruínas do velho edifício e para não perder a coragem, o homem entrevisse as fiadas da nova ordem de coisas; era preciso que o marinheiro percebesse a estrela polar, que deve guiá-lo ao porto.

A sabedoria dos Espíritos, que se mostrou no surgimento do espiritismo, revelou, quase que instantaneamente em toda a terra, na época mais propícia, não menos evidente na ordem e na gradação lógicas das revelações complementares sucessivas. Não depende de ninguém constranger sua vontade a tal respeito, porque eles não medem seus ensinos pela impaciência dos homens. Não nos basta dizer: “Gostaríamos de ter tal coisa”, para que ela seja dada. E, ainda menos , nos convém dizer a Deus: “Julgamos chegado o momento para nos darmos tal coisa; nós nos julgamos bastante adiantados para a receber”, porque seria dizer-lhe: “Sabemos melhor que vós o que convém fazer.” Aos impacientes, os Espíritos respondem: “Começai por bem saber, bem compreender, e sobretudo, bem praticar o que sabeis, a fim de que Deus vos julgue dignos de aprender mais; depois, quando chegar o momento, saberemos agir e escolher nossos instrumentos.”

A primeira parte desta obra, intitulada Doutrina, contém o exame comparado das diversas crenças sobre o céu e o inferno, os anjos e os demônios, as penas e as recompensas futuras; o dogma das penas eternas ai é encarado de maneira especial, e refutado por argumentos tirados das mesmas leis da natureza e que lhes demonstram não só o lado ilógico, já centenas de vezes assinalado, mas a impossibilidade material. Com as penas eternas caem, naturalmente, as consequências que tinham acreditado delas poder tirar.

A segunda parte encerra numerosos exemplos em apoio da teoria, ou melhor, que serviram ao estabelecimento da teoria. Eles tiram sua autoridade na diversidade dos tempos e lugares onde foram obtidos, porque se emanassem de uma única fonte, poderiam ser considerados produto de uma mesma influência. Além disso, tiram-na na sua concordância com o que diariamente se obtém por toda a parte onde se ocupam das manifestações espíritas de um ponto de vista sério e filosófico. Esses exemplos poderiam ter sido multiplicados ao infinito, porque não há centro que não os possa fornecer em notável contingente. Para evitar repetições fastidiosas, tivemos que fazer uma escolha entre os mais instrutivos. Cada um desses exemplos é um estudo em que todas as palavras têm o seu alcance para quem quer que as medite com atenção, porque de cada ponto jorra uma luz sobre a situação da alma após a morte, e a passagem, até então tão obscura e tão temida, da vida corporal à vida espiritual. É o guia do viajor, antes de entrar num país novo. A vida de além-túmulo ai se desenrola sob todos os seus aspectos, como um vasto panorama; cada um aí exibirá novos motivos de esperança e de consolação e novos suportes para firmar a fé no futuro e na justiça de Deus.

Nesses exemplos, em maioria tomados de fatos contemporâneos, dissimulamos os nomes próprios, sempre que julgamos útil, por motivos de conveniência fáceis de apreciar. Aqueles a quem tais exemplos podem interessar reconhecê-los-ão facilmente. Para o público, nomes mais ou menos conhecidos e, por vezes muito obscuros, nada teriam acrescentado à instrução que dos mesmos se pode colher.

Allan Kardec