;
Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.
Ho'Oponopono - Oração Original'Divino Criador, Pai, Mãe, Filho, todos em Um. Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão. Deixe que isso se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para limpar o meu subconsciente de toda carga emocional armazenada nele, digo um e outra vez, durante o meu dia, as palavras chave do HO’OPONOPONO: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes. Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que fiz a eles antes, em alguma vida passada: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu que pede perdão a esse alguém agora. Por esse instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por esse espaço sagrado que habito dia a dia e com o qual não me sinto confortável: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Pelas difíceis relações às quais só guardo lembranças ruins: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpa em mim o que está contribuindo para minha escassez: Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: “Minhas memórias, eu te amo”. Estou agradecido pela oportunidade de libertar vocês e a mim. Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Neste momento, afirmo que te amo. Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados. Te amo. Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento: Sinto muito, eu te amo. Minha contribuição para a cura da Terra: Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou: Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações, desde o início da nossa criação até o presente, eu peço o teu perdão. Deixa que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para concluir, digo que esta oração é minha porta, minha contribuição à tua saúde emocional, que é a mesma que a minha. Então esteja bem e, na medida em que vai se curando, eu te digo que: Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você. Te peço perdão por unir meu caminho ao seu para a cura, te agradeço por estar aqui em mim. Eu te amo por ser quem você é.

Marcadores

A Clarividência e a Escrita Direta A Fé Que Transporta Montanhas A Gênese A Lei Divina ou Natural A Oração A Preocupação Com a Morte A Providência A Relevância do Passado Para o Presente A Vida A Visão de Deus A Vontade Ação dos Espíritos Sobre a Matéria Allan Kardec Alma do Mundo Alquimia da Mente Amai os Vossos Inimigos Amar o Próximo Como a Si Mesmo André Luiz Ano I - Abril de 1858 - Nº 1 Ano I - Janeiro de 1858 - Nº 1 Ante os Novos Tempos Antigos e Modernos Sistemas do Mundo Apartamento As Causas Primárias As Escolas de Pensamento As Leis Morais As Potências da Alma Associação Autodescobrimento: Uma Busca Interior Autoridade da Doutrina Espírita Bairro Cocó Bairro De Lourdes Bairro Joaquim Távora Bairro Meireles Bases Científicas do Espiritismo Bases Para a Autorrealização Beira Mar Bem-Aventurados os Aflitos Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos Bem-Aventurados os Misericordiosos Bem-Aventurados os Pobres de Espírito Bem-Aventurados os Puros de Coração Biografia de Allan Kardec Camille Flammaron Caminho Verdade e Vida Caracteres da Revelação Espírita Casa Casa nas Dunas Casa Plana Células e Corpo Espiritual Centros de Força Cérebro e Mente Chico Xavier Circulação da Matéria Complexidades da Energia Concepções da História Científica Consciente e Inconsciente Considerações Sobre a Origem do Câncer Controle Universal do Ensino dos Espíritos Convite ao Bem Corretor Criação Da Natureza Divina Das Manifestações Espíritas Desobsessão Deus Deus na Natureza Diferentes Naturezas de Manifestações Divaldo Pereira Franco Dos Espíritos Doutrina das Penas Eternas Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz EADE - Antecedentes do Cristianismo EADE - Cristianismo e Espiritismo EADE - Evolução do Pensamento Religioso Edifício Saint Martin EEM - Evolução Histórica da Mediunidade EEM - Fundamentos ao Estudo da Mediunidade EEM - Mediunidade: Estudo e Prática Elementos Gerais do Universo Emmanuel Encarnação dos Espíritos Entre a Terra e o Céu Epes Sargent Escolha da Espécie ESDE - Espiritismo ou Doutrna Espírita - Conceito e Objeto ESDE - Introdução ao Estudo do Espiritismo ESDE - O Contexto Histórico do Século XIX na Europa Espiritismo Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita - EADE Estudo e Educação da Mediunidade - EEM Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - ESDE Estudos Extras Evolução em Dois Mundos Existem Espíritos? Existência de Deus Explicação Filosofia Espírita Fisiologia da Alma Flat Fonte Viva Forças Contextuais na Psicologia Fortaleza Frederico Júnior Governo Interno Há Muitas Moradas na Casa de Meu Pai Henry Sausse Hercílio Maes Hermínio Correia de Miranda História da Psicologia Moderna Ho'Oponopono Horizontes da Mente Imóveis Interação Mente-Corpo Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo Introdução Introdução à Primeira Edição Publicada em Janeiro de 1868 Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita Ipeak Jesus e Vida Joana D'Arc Joana D'Arc Médium Joanna de Ângelis João Nunes Maia Joe Dispenza Léon Denis Mansão Mansão nas Dunas Marcos do Desenvolvimento da Psicologia Moderna Mecânica Quântica Mensagens de Allan Kardec Método Meu Reino Não é Deste Mundo Miramez Missão dos Espíritas Missionários da Luz Mobiliado Muitos os Chamados e Poucos os Escolhidos Mundo Espírita ou Dos Espíritos Não Vim Destruir a Lei Naturalista Ninguém Pode Ver o Reino de Deus Se Não Nascer de Novo No Invisível Noções Preliminares Notícias Históricas O Amor O Amor - Dom Dvino O Bem e o Mal O Céu O Céu e o Inferno O Cristo Consolador O Critério da Doutrina dos Espíritos O Desenvolvimento da Psicologia Moderna O Despertar da Consciência - Do Átomo ao Anjo O Estudo da História da Psicologia O Evangelho Segundo o Espiritismo O Futuro e o Nada O Inconsciente - Território de Nossa Ignorância O Inferno O Livro dos Espíritos O Livro dos Médiuns O Maravilhoso e o Sobrenatural O Papel da Ciência na Gênese O Pensamento O Problema do Ser O problema do Ser do Destino e da Dor O Purgatório O Ser Humano em Crise Existencial O Ser Humano Pleno O Ser Real Objetivo Dessa Obra Obreiros da Vida Eterna Oração Os "Exageros do Cérebro Os Dados da História Pão Nosso Pensamento e Vida Personalista Prefácio Princípio Vital Prolegômenos Psicologia Psicologia Humanística Psicologia Transpessoal Psicossíntese Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita Quem Serve Prossegue Ramatis Revista Espírita Roberto Assagioli Rua Bento Albuquerque Saúde Significado do Ser Integral SIstemas Sociedade Espírita Fraternidade Sócrates e Platão Precursores da Doutrina Cristã e do Espiritismo Trabalhadores da Última Hora Triplex Uranografia Geral Usina Humana Vida Feliz Vida: Desafios e Soluções Wilhelm Wundt

Pesquisar este blog

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

O Livro dos Espíritos, Livro Primeiro - As Causas Primárias, Capítulo III - Criação

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

LIVRO PRIMEIRO - AS CAUSAS PRIMÁRIAS

CAPÍTULO III - CRIAÇÃO

I - FORMAÇÃO DOS MUNDOS

O Universo compreende a infinidade dos mundos que vemos e não vemos, todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço e os fluidos que o preenchem.

37. O Universo foi criado, ou existe de toda a eternidade, como Deus?

-- Ele não pode ter sido feito por si mesmo; e se existisse de toda a eternidade, como Deus, não poderia ser obra de Deus.

A razão nos diz que o Universo não poderia fazer-se por si mesmo, e que, não podendo ser obra do acaso, deve ser obra de Deus.

38. Como criou Deus o Universo?

-- Para me servir de uma expressão corrente: por sua vontade. Nada exprime melhor essa vontade todo-poderosa do que estas belas palavras do Gênese: "Deus disse: Faça-se a luz, e a luz foi feita".

39. Podemos conhecer o modo de formação dos mundos?

-- Tudo o que se pode dizer, e que podeis compreender, é que os mundos se formam pela condensação da matéria espalhada no espaço.

40. Os cometas seriam, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em vias de formação?

-- Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar na sua influência. Quero dizer, a influência que vulgarmente lhe atribuem; porque todos os corpos celestes têm a sua parte de influência em certos fenômenos físicos.

41. Um mundo completamente formado pode desaparecer e a matéria que o compõe espalhar-se de novo no espaço?

-- Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.

42. Podemos conhecer a duração da formação dos mundos; da Terra, por exemplo?

-- Nada te posso dizer, porque somente o Criador o sabe; e bem louco seria quem pretendesse sabê-lo, ou conhecer o número de séculos dessa formação.

II - FORMAÇÃO DOS SERES VIVOS

43. Quando a Terra começou a ser povoada?

-- No começo, tudo era caos; os elementos estavam fundidos. Pouco a pouco, cada coisa tomou o seu lugar; então, apareceram os seres vivos, apropriados ao estado do globo.

44. De onde vieram os seres vivos para a Terra?

-- A Terra continha os germes, que esperavam o momento favorável para desenvolver-se. Os princípios orgânicos reuniram-se, desde o instante em que cessou a força de dispersão, e formaram os germes de todos os seres vivos. Os germes permaneceram em estado latente e inerte, como a crisálida e as sementes das plantas, até o momento propício à eclosão de cada espécie; então, os seres de cada espécie se reuniram e se multiplicaram.

45. Onde estavam os elementos orgânicos, antes da formação da Terra?

-- Estavam, por assim dizer, em estado fluídico no espaço, entre os Espíritos, ou em outros planetas, esperando a criação da Terra, para começarem uma nova existência sobre um novo globo.

A Química nos mostra as moléculas dos corpos inorgânicos unindo-se para formar cristais de uma pluralidade constante, segundo cada espécie, desde que estejam nas condições necessárias. A menor perturbação destas condições é suficiente para impedir a reunião dos elementos, ou pelo menos a disposição regular que constitui o cristal. Por que não ocorreria o mesmo com os elementos orgânicos? Conservamos durante anos germes de plantas e de animais, que não se desenvolvem a não ser numa dada temperatura e num meio apropriado; viram-se grãos de trigo germinar depois de muitos séculos. Há, portanto, nesses germes, um princípio latente de vitalidade, que só espera uma circunstância favorável para desenvolver-se. O que se passa diariamente sob os nosso olhos não pode ter existido desde a origem do globo? Esta formação dos seres vivos, partindo do caos pela própria força da Natureza, diminui alguma coisa a grandeza de Deus? Longe disso, corresponde melhor à ideia que fazemos do seu poder, exercendo-se sobre os mundos infinitos através de leis eternas. Esta teoria não resolve, é verdade, a questão da origem dos elementos vitais; mas Deus tem os seus mistérios e estabeleceu limites as nossas investigações.

46. Há seres que ainda nascem espontaneamente?

-- Sim, mas o germe primitivo já existia em estado latente. Sois, todos os dias, testemunhas desse fenômeno. Os tecidos dos homens e dos animais não contam os germes de uma multidão de vermes que esperam, para eclodir, a fermentação pútrida necessária à sua existência? É um pequeno mundo que dormita e que se cria.

47. A espécie humana se achava entre os elementos orgânicos do globo terrestre?

-- Sim, e veio a seu tempo. Foi isso que deu motivo a dizer-se que o homem foi feito do limo da terra.

48. Podemos conhecer a época da aparição do homem e de outros seres vivos sobre a Terra?

-- Não; todos os vossos cálculos são quiméricos.

49. Se o germe da espécie humana estava entre os elementos orgânicos do globo, por que os homens não mais se formam espontaneamente, como em sua origem?

-- O princípio das coisas permanece nos segredos de Deus; mas podemos dizer que os homens, uma vez dispersos sobre a Terra, absorveram em si mesmos os elementos necessários à sua formação, para transmiti-los segundo as leis da reprodução. O mesmo aconteceu com as demais espécies de seres vivos.

III - POVOAMENTO DA TERRA. ADÃO

50. A espécie humana começou por um só homem?

-- Não; aquele que chamais Adão não foi o primeiro nem o único a povoar a Terra.

51. Podemos saber em que época viveu Adão?

-- Mais ou menos naquela que lhe assinalais: cerca de quatro mil anos antes de Cristo.

O homem cuja tradição se conservou sob o nome de Adão foi um dos que sobreviveram, em alguma região, a um dos grandes cataclismos que em diversas épocas modificaram a superfície do globo, e tornou-se o tronco de uma das raças que hoje o povoam. As leis da Natureza contradizem a opinião de que os progressos da Humanidade, constatados muito tempo antes de Cristo, se tivessem realizado em alguns séculos, como o teria de ser, se o homem não estivesse aparecido depois da época assinalada para a existência de Adão. Alguns, e com muita razão, consideram Adão como um mito ou um alegoria, personificando as primeiras idades do mundo.

IV - DIVERSIDADE DAS RAÇAS HUMANAS

52. De onde vêm as diferenças físicas e morais que distinguem as variedades de raças humanas na Terra?

-- Do clima, da vida e dos hábitos. Dá-se o mesmo que com duas crianças da mesma mãe, que, educadas uma longe da outra e de maneira diferente, não se assemelhassem em nada quanto a moral.

53. O homem apareceu em muitos pontos do globo?

-- Sim, e em diversas épocas, e é essa uma das causas da diversidade das raças; depois, o homem se dispersou pelos diferentes climas, e aliando-se os de uma raça aos de outras, formaram-se novos tipos.

53-a. Essas diferenças representam espécies distintas?

-- Certamente não, pois todos pertencem a mesma família. As variedades do mesmo fruto acaso não pertencem a mesma espécie?

54. Se a espécie humana não procede de um só tronco, não devem os homens deixar de considerar-se irmãos?

-- Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem para o mesmo alvo. Quereis sempre tomar as palavras ao pé da letra.

V - PLURALIDADE DOS MUNDOS

55. Todos os globos que circulam no espaço são habitados?

-- Sim, e o homem terreno está bem longe de ser, como acredita, o primeiro em inteligência, bondade e perfeição. Há, entretanto, homens que se julgam espíritos fortes e imaginam que só este pequeno globo tem o privilégio de ser habitado por seres racionais. Orgulho e vaidade! Creem que Deus criou o Universo somente para eles.

Deus povoou os mundos de seres vivos, e todos concorrem para o objetivo final da Providência. Acreditar que os seres vivos estejam limitados apenas ao ponto que habitam no Universo, seria por em dúvida à sabedoria de Deus, que nada fez de inútil e deve ter destinado esses mundos para um fim mais sério do que o de alegrar os nossos olhos. Nada, aliás, nem na posição, no volume ou na constituição física da Terra, pode razoavelmente levar-nos à suposição de que detenha o privilégio de ser habitada, com exclusão de tantos milhares de mundos semelhantes.

56. A constituição física dos diferentes globos é a mesma?

-- Não; eles absolutamente não se assemelham.

57. A constituição física dos mundos não sendo a mesma para todos, os seres que os habitam terão organização diferente?

-- Sem dúvida, como entre vós os peixes são feitos para viver na água e os pássaros no ar.

58. Os mundos mais distanciados do Sol são privados de luz e calor, de vez que o Sol lhes aparece apenas como uma estrela?

-- Acreditais que não há outras fontes de luz e de calor, além do Sol? Não tendes em conta a eletricidade, que em certos mundos desempenha um papel desconhecido para vós, bem mais importante que o que lhe cabe na Terra? Aliás, não dissemos que todos os seres vivem da mesma maneira que vós, com órgãos semelhantes aos vossos.

As condições de existência dos seres nos diferentes mundos devem ser apropriadas ao meio em que têm de viver. Se nunca tivéssemos visto peixes, não compreenderíamos como alguns seres pudessem viver na água. O mesmo acontece com outros mundos, que sem dúvida contam elementos para nós desconhecidos. Não vemos na Terra às longas noites polares iluminadas pela eletricidade das auroras boreais? Que impossibilidade haveria para a eletricidade ser mais abundante que na Terra, desempenhando um papel geral cujos efeitos não podemos compreender? Esses mundos podem conter em si mesmos as fontes de luz e calor necessários aos seus habitantes.

VI - CONSIDERAÇÕES E CONCORDÂNCIAS BÍBLICAS REFERENTES A CRIAÇÃO

59. Os povos fizeram ideias bastante divergentes sobre a Criação, segundo o grau de seus conhecimentos. A razão apoiada na Ciência reconheceu a inverossimilhança de algumas teorias. A que os Espíritos nos oferecem confirma a opinião há muito admitida pelos homens mais esclarecidos.

A objeção que se pode fazer a essa teoria é a de estar em contradição com os textos dos livros sagrados. Mas um exame sério nos leva a reconhecer que essa contradição é mais aparente que real, resultante da interpretação dada a passagens que, em geral, só possuíam sentido alegórico.

A questão do primeiro homem, na pessoa de Adão, como único tronco da Humanidade, não é a única sobre a qual as crenças religiosas têm de modificar-se. O movimento da Terra parecia, em determinada época, tão contrário aos textos sagrados, que não há formas de perseguição a que essa teoria não tenha dado pretexto. Não obstante, a Terra gira, malgrado os anátemas, e ninguém hoje em dia poderia contestá-lo, sem ofender a sua própria razão.

A Bíblia diz igualmente que o mundo foi criado em seis dias, e fixa a época da Criação em cerca de quatro mil anos antes da Era Cristã. Antes disso, a Terra não existia; ela foi tirada do nada. O texto é formal. E eis que a Ciência positiva, a Ciência inexorável, vem provar o contrário. A formação do globo está gravada em caracteres indeléveis no mundo fóssil, e está provado que os seis dias da Criação representam outros tantos períodos, cada um deles, talvez, de muitas centenas de milhares de anos. E não se trata de um sistema, uma doutrina, uma opinião isolada, mas de um fato tido constante como o do movimento da Terra, e que a Teologia não pode deixar de admitir, prova evidente do erro em que se pode cair, quando se tomam ao pé da letra as expressões de uma linguagem frequentemente figurada [8]. Devemos concluir, então, que a Bíblia é um erro? Não; mas que os homens se enganaram na sua interpretação [9].

A Ciência, escavando os arquivos da Terra, descobriu a ordem em que os diferentes seres vivos apareceram na sua superfície, e essa ordem concorda com a indicada no Gênesis, com a diferença de que essa obra, em vez de ter saído miraculosamente das mãos de Deus, em apenas algumas horas, realizou-se, sempre pela sua vontade, mas segundo a lei das forças naturais, em alguns milhões de anos. Deus seria, por isso, menor e menos poderoso? Sua obra se tornada menos sublime, por não ter o prestígio da instantaneidade? Evidentemente, não. É preciso fazer da Divindade, uma ideia bem mesquinha, para não reconhecer a sua onipotência nas leis eternas que ela estabeleceu para reger os mundos. A Ciência, longe de diminuir a obra divina, no-la mostra sob um aspecto mais grandioso e mais conforme com as noções que temos do poder e da majestade de Deus, pelo fato mesmo de ter ela se realizado sem derrogar as leis da Natureza.

A Ciência, de acordo neste ponto com Moisés, coloca o homem por último na ordem da criação dos seres vivos. Moisés, porém, coloca o dilúvio universal no ano 1654 da formação do mundo, enquanto a Geologia nos mostra o grande cataclismo como anterior a aparição do homem, tendo em vista que, até agora, não se encontra nas camadas primitivas nenhum traço da sua presença, nem da presença dos animais que, sob o ponto de vista físico, são da sua mesma categoria. Mas nada prova que isso seja impossível; várias descobertas já lançaram dúvidas a respeito, podendo acontecer, portanto, que de um momento para outro se adquira a certeza material da anterioridade da raça humana. E então se reconhecerá que, nesse ponto, como em outros, o texto bíblico é figurado.

A questão está em saber se o cataclismo é o mesmo de Noé. Ora, a duração necessária a formação das camadas fósseis não dá lugar a confusões, e no momento em que se encontrarem os traços da existência do homem, anteriores a grande catástrofe, ficará provado que Adão não foi o primeiro homem, ou que a sua criação se perde na noite dos tempos. Contra a evidência não há raciocínios possíveis, e será necessário aceitar o fato, como se aceitou o do movimento da Terra e o dos seis períodos da Criação.

A existência do homem antes do dilúvio geológico e, não há dúvida, ainda hipotética, mas eis como nos parece menos. Admitindo-se que o homem tenha aparecido pela primeira vez na Terra há quatro mil anos antes de Cristo, se 1650 anos mais tarde toda a raça humana foi destruída, com exceção apenas de uma família, conclui-se que o povoamento da Terra data de Noé, ou seja, de 2.350 anos antes da nossa era. Ora, quando os hebreus emigraram para o Egito, no décimo oitavo século, encontraram esse país bastante povoado e já bem avançado em civilização. A História prova que, nessa época, a Índia e outros países eram igualmente florescentes, mesmo sem levarmos em conta a cronologia de certos povos, que remonta a uma época mais recuada. Teria sido então necessário que do vigésimo quarto ao décimo oitavo século, quer dizer, num espaço de seiscentos anos, não somente a posteridade de um único homem tivesse podido povoar todas as imensas regiões então conhecidas, supondo-se que as outras não estivessem povoadas, mas também que, nesse curto intervalo, a espécie humana tivesse podido elevar-se da ignorância absoluta do estado primitivo ao mais alto grau de desenvolvimento intelectual, o que é contrário a todas as leis antropológicas.

A diversidade das raças humanas vem ainda em apoio desta opinião. O clima e os hábitos produzem, sem dúvida, modificações das características físicas, mas sabe-se até onde pode chegar a influência dessas causas, e o exame fisiológico prova a existência, entre algumas raças, de diferenças constitucionais mais profundas que as produzidas pelo clima. O cruzamento de raças produz os tipos intermediários; tende a superar os caracteres extremos, mas não cria estes, produzindo apenas as variedades. Ora, para que tivesse havido cruzamento de raças, era necessário que houvesse raças distintas, e como explicarmos a sua existência, dando-lhes um tronco comum, e sobretudo tão próximo? Como admitir-se que, em alguns séculos, certos descendentes de Noé se tivessem transformado, a ponto de produzirem a raça etíope, por exemplo? Uma tal metamorfose não é mais admissível que a hipótese de um tronco comum para o lobo e a ovelha, o elefante e o pulgão, a ave e o peixe. Ainda uma vez, nada poderia prevalecer contra a evidência dos fatos.

Tudo se explica, pelo contrário, admitindo-se a existência do homem antes da época que lhe é vulgarmente assinalada; a diversidade das origens; Adão, que viveu há seis mil anos, como tendo povoado uma região ainda inabitada; o dilúvio de Noé como uma catástrofe parcial, que se tomou pelo cataclismo geológico [10]; e tendo-se em conta, por fim, a forma alegórica peculiar ao estilo oriental, que se encontra nos livros sagrados de todos os povos. Eis porque é prudente não se acusar muito ligeiramente de falsas as doutrinas que podem, cedo ou tarde, como tantas outras, oferecer um desmentido aos que as combatem. As ideias religiosas, longe de perder, se engrandecem, ao marchar com a Ciência; esse o único meio de não apresentarem ao ceticismo um elo vulnerável.

NOTAS

(8) As recentes declarações do Papa Pio XII, admitindo os cálculos da Ciência para a formação da Terra, confirmam o acerto de Kardec nesta nota. (N. do T.)

(9) Advertência aos que condenam a Bíblia sem levar em conta os fatores históricos e a linguagem figurada do texto. (N. do T.)

(10) As escavações arqueológicas realizadas por "sir" Charles Leonard Woolley, em 1929, ao norte de Basora, próximo ao Golfo Pérsico, para a descoberta de Ur, revelaram os restos de uma catástrofe diluviana ocorrida exatamente quatro mil anos antes de Cristo. Ao encontrar a camada de lodo que cobria as ruínas da Ur primitiva, Woolley transmitiu a notícia ao mundo nos seguintes termos: "Encontramos os sinais do dilúvio universal. Trabalhos posteriores comprovaram o fato, mostrando que houve um dilúvio local no delta do Tigre e do Eufrates, exatamente na data assinalada pela Bíblia. Este fato vem confirmar a previsão de Kardec. (N. do T.)

Postagens mais visitadas

Minha lista de blogs

Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.

Este estudo, portanto, requer tempo e dedicação e por isso temos rogado a Deus e aos bons Espíritos encarregados de auxiliarem a todos àqueles que desejam empregar esforços visando o autodescobrimento, o autoconhecimento e a autorrealização, atitudes imprescindíveis ao Espírito diante dos novos tempos, que nos amparem e nos auxiliem, para que possamos ter forças, coragem e ânimo para prosseguir neste trabalho que nos exige fé e determinação.

Na base para a realização deste trabalho de transformação interior temos os seguintes pilares: O estudo contínuo de diversas correntes espiritualistas; o trabalho como escritor, através do qual procuramos transmitir, humildemente, os conhecimentos adquiridos, incentivando a pesquisa, o espírito crítico, a dúvida, e a busca da verdade por parte daqueles que nos leiam; o estudo amplo e continuado da psicologia em seus mais variados aspectos e suas mais diferentes abordagens, visando contribuir com a ampliação do seu papel, aprofundando o estudo e a compreensão da alma humana, da consciência imortal que somos e que, portanto, exige de todos, percepções e compreensões mais amplas; infinitamente mais amplas; o estudo amplo e continuado da mecânica quântica, por não termos dúvida quanto ao papel decisivo que a mesma tem e terá para a compreensão científica de todos os fenômenos que envolvem a consciência em seus mais variados níveis vibracionais, demonstrando de forma racional todo o potencial humano, enquanto cocriadores desse universo de infinitas possibilidades.

Para nós, o mais importante é contarmos com a sua participação e com o seu carinho, e por isso pedimos a todos que conhecem e valorizam o nosso trabalho, que nos enviem suas vibrações positivas para que as mesmas possam nos fortalecer a alma, nos recarregar as forças, o ânimo e a coragem para desempenharmos de forma digna, humilde e paciente a nossa missão aqui na terra. A sua participação através da compra de nossos livros, ou da ajuda espontânea através de doações, será, sem dúvida, de grande ajuda, posto que o nosso compromisso com a divulgação de informações que tragam luzes a todos que as desejam e precisam, exige de nós, a cada dia, maior tempo de pesquisa e muita dedicação.

Estamos felizes por compreendermos a nossa missão e rogamos a Deus que ilumine o caminho de todos, para que cada um possa compreender a sua e a forma como deverá desempenhá-la.

Participe do site, da página e do nosso grupo de estudos e acompanhe a publicação dos textos para estudos. Leia-os, reflita e participe com seus comentários. Nosso trabalho é fomentar a pesquisa através da liberdade de duvidar, de questionar e de transcendermos a capacidade de simplesmente crer, de acreditar, para a dimensão do saber, do conhecer, através da razão, da intuição e da experiência pessoal de cada um.

Luz e Paz! Fiquem com Deus.


Augusto Eric Auad é o idealizador do Projeto Psicologia do Espírito, escritor, pesquisador, psicólogo em formação e autor do livro "Deus pra quê? Uma reflexão sobre a fé e o autoconhecimento".