;

LIVRO "DEUS PRA QUÊ? UMA REFLEXÃO SOBRE A FÉ E O AUTOCONHECIMENTO" por Augusto Eric Auad

Este pequeno livro busca ser uma humilde ferramenta de reflexão sobre a nossa relação com aquilo a que nos acostumamos a chamar de “Deus” e de “Fé”, e sobre o porquê de termos abdicado da liberdade de fazermos as nossas próprias indagações e de chegarmos às nossas próprias conclusões sobre nossas dúvidas mais legítimas, para assumirmos posições alheias, prontas, resultando em um comportamento intelectual hipócrita, abrindo mão do direito sagrado de nos valermos de nossa própria consciência para advogarmos em favor de nossas próprias causas. Além disso, busca nos incentivar a refletirmos sobre a necessidade de investirmos em comportamentos que nos estimulem a uma vivência mais comprometida com o despertar de nossas potencialidades inatas, nosso único e verdadeiro patrimônio, amealhado através das incontáveis experiências adquiridas desde que saímos “simples e ignorantes” das mãos do Criador.

Tags

A Clarividência e a Escrita Direta A Divina Unidade A Grande Síntese A Lei Divina ou Natural A Oração A Rede da Vida A Vida A Vontade Ação dos Espíritos Sobre a Matéria Allan Kardec Alma do Mundo Alquimia da Mente André Luiz Ano I - Abril de 1858 - Nº 1 Ano I - Janeiro de 1858 - Nº 1 Ante os Novos Tempos As Causas Primárias As Leis Morais As Potências da Alma As Qualidades de Deus Associação Autodescobrimento: Uma Busca Interior Bases Científicas do Espiritismo Bases Para a Autorrealização Biografia de Allan Kardec Camille Flammaron Caminho Verdade e Vida Células e Corpo Espiritual Centros de Força Cérebro e Mente Chico Xavier Circulação da Matéria Complexidades da Energia Consciente e Inconsciente Considerações Sobre a Origem do Câncer Convite ao Bem Criação Das Manifestações Espíritas Desobsessão Deus Deus e a Criação Deus na Natureza Diferentes Naturezas de Manifestações Divaldo Pereira Franco Dos Espíritos Elementos Gerais do Universo Em Busca da Verdade Emmanuel Encarnação dos Espíritos Entre a Terra e o Céu Epes Sargent Escolha da Espécie Espiritismo Estudando a Mediunidade Estudos Extras Evolução em Dois Mundos Existem Espíritos? Explicação Filosofia Espírita Fisiologia da Alma Fonte Viva Francisco Espírito Santo Neto Governo Interno Hammed Henry Sausse Hercílio Maes Hermínio Correia de Miranda Horizontes da Mente Horizontes da Vida Instinto de Conservação Interação Mente-Corpo Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo Introdução Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita Jesus e Vida Joana D'Arc Joana D'Arc Médium Joanna de Ângelis João Nunes Maia Léon Denis LIbertação do Sofrimento Mensagens Devidas aos Invisíveis Método Miramez Missionários da Luz Monismo Mundo Espírita ou Dos Espíritos No Invisível Noções Preliminares Nos Domínios da Mediunidade O Amor O Amor - Dom Dvino O Critério da Doutrina dos Espíritos O Gênio Céltico O Grande Enigma O Inconsciente - Território de Nossas Ignorâncias O Livro dos Espíritos O Livro dos Médiuns O Maravilhoso e o Sobrenatural O Mundo Invisível O Pensamento O Pensamento Criador O Problema do Ser O problema do Ser do Destino e da Dor O Ser Humano em Crise Existencial O Ser Humano Pleno O Ser Real O Sistema Obreiros da Vida Eterna Os "Exageros do Cérebro Pão Nosso Pensamento e Vida Pietro Ubaldi Prefácio Princípio Inteligente Princípio Vital Prolegômenos Quem Serve Prossegue Ramatis Reflexões Sobre Deus Revista Espírita Saúde Serviço de Passes Significado do Ser Integral SIstemas Solidariedade - Comunhão Universal Substância Primitiva Um Modo de Entender: Uma Nova Forma de Viver Unidade Substancial do Universo Usina Humana Vida Feliz Vida: Desafios e Soluções

Pesquisar este blog

domingo, 1 de maio de 2016

Revista Espírita, Ano I, Janeiro de 1858, Nº 1, Diferentes Naturezas de Manifestações

REVISTA ESPÍRITA

ANO I - JANEIRO DE 1858 - Nº 1

DIFERENTES NATUREZAS DE MANIFESTAÇÕES

Os Espíritos atestam sua presença de diversas maneiras, conforme sua aptidão, vontade e maior ou menor grau de elevação. Todos os fenômenos, dos quais teremos ocasião de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro desses modos de comunicação. Para facilitar a compreensão dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a série de nossos artigos pelo quadro das formas de manifestações. Pode-se resumi-las assim:

1. Ação oculta, quando nada têm de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspirações ou sugestões de pensamentos, os avisos íntimos, a influência sobre os acontecimentos, etc.

2. Ação patente ou manifestação, quando é apreciável de uma maneira qualquer.

3. Manifestações físicas ou materiais: são as que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como ruídos, movimento e deslocamento de objetos. Essas manifestações frequentemente não trazem nenhum sentido direto; têm por fim somente chamar a atenção para qualquer coisa e de convencer-nos da presença de um poder extra-humano.

4. Manifestações visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das propriedades conhecidas da matéria.

5. Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporta um sentido, mesmo quando não passa de simples movimento ou ruído; que acusa certa liberdade de ação; que responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Existem em todos os graus.

6. As comunicações são manifestações inteligentes que têm por objetivo a troca de ideias entre o homem e os Espíritos.

A natureza das comunicações varia conforme o grau de elevação ou de inferioridade, de saber ou de ignorância do Espírito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: frívolas, grosseiras, sérias ou instrutivas.

As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem somente de Espíritos inferiores ou que se não despojaram ainda de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, e que tenha um fim útil, mesmo de interesse particular, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para extrair dessas comunicações um proveito real, é preciso sejam elas regulares e seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se àqueles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos, com suas facécias, a tarefa de divertir os que não veem nessas manifestações senão uma distração passageira. Somente pela regularidade e frequência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos entretemos, assim como o grau de confiança que merecem. Se é preciso ter experiência para julgar os homens, mais ainda será necessário para julgar os Espíritos.