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Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

O Estudo da História da Psicologia - O Desenvolvimento da Psicologia Moderna

O ESTUDO DA HISTÓRIA DA PSICOLOGIA

Do Livro História da Psicologia Moderna – Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz

O DESENVOLVIMENTO DA PSICOLOGIA MODERNA

Começamos com um paradoxo, uma aparente contradição, ao observar que a psicologia é uma das mais antigas disciplinas acadêmicas e, ao mesmo tempo, uma das mais novas. O interesse pela psicologia remonta aos primeiros espíritos questionadores. Sempre tivemos fascínio pelo nosso próprio comportamento, e especulações acerca da natureza e conduta humanas são os tópicos de muitas obras filosóficas e teológicas. Já no século V a.C., Platão, Aristóteles e outros sábios gregos se viam às voltas com muitos dos mesmos problemas que hoje ocupam os psicólogos: a memória, a aprendizagem, a motivação, a percepção, a atividade onírica e o comportamento anormal. As mesmas espécies de interrogações feitas atualmente sobre a natureza humana também o eram séculos atrás, o que demonstra uma continuidade vital entre o passado e o presente em termos de seu objeto de estudo.

Embora os precursores intelectuais da psicologia sejam tão remotos quanto os de qualquer disciplina, a moderna abordagem psicológica teve início há pouco mais de cem anos. O centenário de nascimento da psicologia moderna foi comemorado em 1979.

A distinção entre a psicologia moderna e seus antecedentes está menos nos tipos de perguntas feitas sobre a natureza humana do que nos métodos empregados na busca das respostas a essas perguntas. O que distingue a disciplina mais antiga da filosofia da psicologia moderna são a abordagem e as técnicas usadas, que denotam a emergência desta ultima como um campo de estudo próprio, essencialmente científico.

Até o último quarto do século XIX, os filósofos estudavam a natureza humana mediante a especulação, a intuição e a generalização baseadas em sua limitada experiência. Sucede transformação no momento em que os filósofos começaram a aplicar os instrumentos e métodos que já tinham se mostrado bem-sucedidos nas ciências físicas e biológicas a questões relativas à natureza humana. Somente quando os pesquisadores passaram a se apoiar na observação e na experimentação cuidadosamente controladas para estudar a mente humana é que a psicologia começou a alcançar uma identidade que a distinguia de suas raízes filosóficas.

A nova disciplina da psicologia precisava desenvolver maneiras mais precisas e objetivas de tratar o seu objeto de estudo. Boa parte da história da psicologia, depois de sua separação da filosofia, é a história do contínuo aprimoramento de instrumental, técnicas e métodos de estudo voltados para alcançar uma precisão e uma objetividade maiores tanto no âmbito das perguntas como no das respostas.

Se temos a intenção de compreender os complexos tópicos que definem e circunscrevem a psicologia de hoje, o ponto de partida adequado à perspectiva da história deste campo é século XIX, o momento em que a psicologia se tomou uma disciplina independente com métodos de pesquisa e raciocínios teóricos característicos.

Não podemos negar que os primeiros filósofos e estudiosos especularam sobre problemas referentes à natureza humana; eles por certo o fizeram. “Quando examinamos os tópicos que hoje compõem a literatura da psicologia profissional” — escreveu Daniel Robinson, historiador de psicologia da Universidade Georgetown — “temos muita dificuldade para encontrar um que não tenha sido formulado, com frequência de uma maneira a ser aperfeiçoada, [no] século XIX” (Robinson, 1981, pp. 390). No entanto, é limitada a influência desses primeiros estudiosos no desenvolvimento da psicologia como ciência distinta e essencialmente experimental.

Somente há cerca de cem anos os psicólogos definiram o objeto de estudo da psicologia e estabeleceram seus fundamentos, confirmando assim sua independência em relação à filosofia. Os primeiros filósofos se preocuparam com problemas que ainda são de interesse geral, mas os abordaram de modos vastamente distintos dos empregados pelos atuais psicólogos. Esses pioneiros não eram psicólogos no sentido contemporâneo do termo, e discutiremos as suas ideias apenas quando apresentarem uma relação direta com o estabelecimento da psicologia moderna.

A ideia de que os métodos das ciências físicas e biológicas poderiam ser aplicados ao estudo de fenômenos mentais foi herdada do pensamento filosófico e das pesquisas fisiológicas dos séculos XVII a XIX. Essa época fervilhante constitui o cenário imediato do qual surgiu a psicologia moderna. Enquanto os filósofos do século passado preparavam o caminho para a abordagem experimental do funcionamento da mente, os fisiologistas atacavam independentemente dos mesmos problemas a partir de outra direção, e davam largos passos à compreensão dos mecanismos corporais que estão na base dos processos mentais.

Seus métodos de estudo eram diferentes do procedimento filosófico, mas a eventual união dessas disciplinas apartadas — a filosofia e a fisiologia — produziu um campo de estudo em que, ao menos em seus anos de formação, se fez uma tentativa de preservar as tradições e crenças conflitantes de cada uma delas. Felizmente, a nova psicologia logo conseguiu alcançar identidade e estatura próprias.

O primeiro indício de um campo distinto de pesquisa conhecido como psicologia manifestou-se no último quarto do século XIX, quando o método científico foi adotado como um recurso para tentar resolver os problemas da psicologia. No decorrer desse período, manifestaram-se várias indicações formais de que essa disciplina começava a florescer. Em dezembro de 1879, em Leipzig, Alemanha, Wilhelm Wundt implantou o primeiro laboratório de psicologia do mundo. Em 1881, fundou a revista Philosophísche Studien (Estudos Filosóficos), considerada a primeira revista de psicologia dedicada primordialmente a relatos experimentais.

Em 1887, O. Stanley Hall fundou o American Journal of Psychology, a primeira revista psicológica publicada nos Estados Unidos. E, em 1888, a Universidade da Pensilvânia nomeou James McKeen Cattell, um americano que estudara com Wundt, professor de psicologia, a primeira docência em psicologia do mundo. Até então, os psicólogos trabalhavam em departamentos de filosofia. A posição de Cattell fez com que a psicologia fosse reconhecida nos círculos acadêmicos como disciplina independente.

Entre 1880 e 1895, ocorreram dramáticas e profundas mudanças na psicologia americana. Durante esse período, foram fundados vinte e seis laboratórios e três revistas de psicologia. A Associação Psicológica Americana (APA), a primeira organização científica e profissional de psicólogos, foi fundada em 1892. A Associação comemorou seu centenário em 1992, com um número especial da revista American Psychologist dedicado à história da psicologia.

O psicólogo britânico William McDougall definiu a psicologia, em 1908, como a “ciência do comportamento”, ao que parece pela primeira vez. Dessa forma, por volta do começo do século XX, a psicologia americana conseguia a sua independência em relação à filosofia, desenvolvia laboratórios nos quais podia aplicar os métodos científicos, formava sua própria associação científica e definia-se formalmente como ciência — a ciência do comportamento.

Uma vez estabelecida, a nova disciplina se expandiu com rapidez, em especial nos Estado Unidos, que assumiu e mantém uma posição de destaque no mundo psicológico. Atualmente, mais da metade dos psicólogos do mundo trabalha nos Estados Unidos, e um grande número de profissionais de outros países teve ao menos uma parte do seu treinamento em instituições americanas. A maioria das publicações psicológicas do mundo vem dos Estados Unidos. A Associação Psicológica Americana, fundada com vinte e seis membros, já incluía mil e cem psicólogos em 1930. Em 1991, o número de associados passava de cem mil.

Essa explosão populacional de psicólogos tem convivido com a explosão paralela de informações prestadas por relatórios de pesquisa, artigos teóricos e revisões da literatura, arquivos de dados computadorizados, livros, filmes, fitas de vídeo e outras formas de publicação. Atualmente, o psicólogo tem cada vez mais dificuldade para manter-se atualizado sobre o desenvolvimento de outras áreas que não a de sua especialização.

A psicologia se expandiu não apenas em termos de seus clínicos, pesquisadores, acadêmicos e de sua literatura publicada, mas também em termos do seu impacto na nossa vida cotidiana. Seja qual for a sua idade, ocupação ou os seus interesses, a sua vida é influenciada de alguma maneira pelo trabalho de psicólogos.