;
Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.
Ho'Oponopono - Oração Original'Divino Criador, Pai, Mãe, Filho, todos em Um. Se eu, minha família, meus parentes e antepassados, ofendemos sua família, parentes e antepassados, em pensamentos, fatos ou ações, desde o início de nossa criação até o presente, nós pedimos o seu perdão. Deixe que isso se limpe, purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para limpar o meu subconsciente de toda carga emocional armazenada nele, digo um e outra vez, durante o meu dia, as palavras chave do HO’OPONOPONO: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Declaro-me em paz com todas as pessoas da Terra e com quem tenho dívidas pendentes. Por esse instante e em seu tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Eu libero todos aqueles de quem eu acredito estar recebendo danos e maus tratos, porque simplesmente me devolvem o que fiz a eles antes, em alguma vida passada: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Ainda que me seja difícil perdoar alguém, sou eu que pede perdão a esse alguém agora. Por esse instante, em todo o tempo, por tudo o que não me agrada em minha vida presente: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por esse espaço sagrado que habito dia a dia e com o qual não me sinto confortável: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Pelas difíceis relações às quais só guardo lembranças ruins: Eu sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Por tudo o que não me agrada na minha vida presente, na minha vida passada, no meu trabalho e o que está ao meu redor, Divindade, limpa em mim o que está contribuindo para minha escassez: Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Se meu corpo físico experimenta ansiedade, preocupação, culpa, medo, tristeza, dor, pronuncio e penso: “Minhas memórias, eu te amo”. Estou agradecido pela oportunidade de libertar vocês e a mim. Sinto muito, Me perdoe, Eu te amo, Sou grato. Neste momento, afirmo que te amo. Penso na minha saúde emocional e na de todos os meus seres amados. Te amo. Para minhas necessidades e para aprender a esperar sem ansiedade, sem medo, reconheço as minhas memórias aqui neste momento: Sinto muito, eu te amo. Minha contribuição para a cura da Terra: Amada Mãe Terra, que é quem Eu Sou: Se eu, a minha família, os meus parentes e antepassados te maltratamos com pensamentos, palavras, fatos e ações, desde o início da nossa criação até o presente, eu peço o teu perdão. Deixa que isso se limpe e purifique, libere e corte todas as memórias, bloqueios, energias e vibrações negativas. Transmute essas energias indesejáveis em pura luz e assim é. Para concluir, digo que esta oração é minha porta, minha contribuição à tua saúde emocional, que é a mesma que a minha. Então esteja bem e, na medida em que vai se curando, eu te digo que: Eu sinto muito pelas memórias de dor que compartilho com você. Te peço perdão por unir meu caminho ao seu para a cura, te agradeço por estar aqui em mim. Eu te amo por ser quem você é.

Marcadores

A Clarividência e a Escrita Direta A Fé Que Transporta Montanhas A Gênese A Lei Divina ou Natural A Oração A Preocupação Com a Morte A Providência A Relevância do Passado Para o Presente A Vida A Visão de Deus A Vontade Ação dos Espíritos Sobre a Matéria Allan Kardec Alma do Mundo Alquimia da Mente Amai os Vossos Inimigos Amar o Próximo Como a Si Mesmo André Luiz Ano I - Abril de 1858 - Nº 1 Ano I - Janeiro de 1858 - Nº 1 Ante os Novos Tempos Antigos e Modernos Sistemas do Mundo Apartamento As Causas Primárias As Escolas de Pensamento As Leis Morais As Potências da Alma Associação Autodescobrimento: Uma Busca Interior Autoridade da Doutrina Espírita Bairro Cocó Bairro De Lourdes Bairro Joaquim Távora Bairro Meireles Bases Científicas do Espiritismo Bases Para a Autorrealização Beira Mar Bem-Aventurados os Aflitos Bem-Aventurados os Mansos e Pacíficos Bem-Aventurados os Misericordiosos Bem-Aventurados os Pobres de Espírito Bem-Aventurados os Puros de Coração Biografia de Allan Kardec Camille Flammaron Caminho Verdade e Vida Caracteres da Revelação Espírita Casa Casa nas Dunas Casa Plana Células e Corpo Espiritual Centros de Força Cérebro e Mente Chico Xavier Circulação da Matéria Complexidades da Energia Concepções da História Científica Consciente e Inconsciente Considerações Sobre a Origem do Câncer Controle Universal do Ensino dos Espíritos Convite ao Bem Corretor Criação Da Natureza Divina Das Manifestações Espíritas Desobsessão Deus Deus na Natureza Diferentes Naturezas de Manifestações Divaldo Pereira Franco Dos Espíritos Doutrina das Penas Eternas Duane P.Schultz & Sydney Ellen Schultz EADE - Antecedentes do Cristianismo EADE - Cristianismo e Espiritismo EADE - Evolução do Pensamento Religioso Edifício Saint Martin EEM - Evolução Histórica da Mediunidade EEM - Fundamentos ao Estudo da Mediunidade EEM - Mediunidade: Estudo e Prática Elementos Gerais do Universo Emmanuel Encarnação dos Espíritos Entre a Terra e o Céu Epes Sargent Escolha da Espécie ESDE - Espiritismo ou Doutrna Espírita - Conceito e Objeto ESDE - Introdução ao Estudo do Espiritismo ESDE - O Contexto Histórico do Século XIX na Europa Espiritismo Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita - EADE Estudo e Educação da Mediunidade - EEM Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - ESDE Estudos Extras Evolução em Dois Mundos Existem Espíritos? Existência de Deus Explicação Filosofia Espírita Fisiologia da Alma Flat Fonte Viva Forças Contextuais na Psicologia Fortaleza Frederico Júnior Governo Interno Há Muitas Moradas na Casa de Meu Pai Henry Sausse Hercílio Maes Hermínio Correia de Miranda História da Psicologia Moderna Ho'Oponopono Horizontes da Mente Imóveis Interação Mente-Corpo Intervenção dos Espíritos no Mundo Corpóreo Introdução Introdução à Primeira Edição Publicada em Janeiro de 1868 Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita Ipeak Jesus e Vida Joana D'Arc Joana D'Arc Médium Joanna de Ângelis João Nunes Maia Joe Dispenza Léon Denis Mansão Mansão nas Dunas Marcos do Desenvolvimento da Psicologia Moderna Mecânica Quântica Mensagens de Allan Kardec Método Meu Reino Não é Deste Mundo Miramez Missão dos Espíritas Missionários da Luz Mobiliado Muitos os Chamados e Poucos os Escolhidos Mundo Espírita ou Dos Espíritos Não Vim Destruir a Lei Naturalista Ninguém Pode Ver o Reino de Deus Se Não Nascer de Novo No Invisível Noções Preliminares Notícias Históricas O Amor O Amor - Dom Dvino O Bem e o Mal O Céu O Céu e o Inferno O Cristo Consolador O Critério da Doutrina dos Espíritos O Desenvolvimento da Psicologia Moderna O Despertar da Consciência - Do Átomo ao Anjo O Estudo da História da Psicologia O Evangelho Segundo o Espiritismo O Futuro e o Nada O Inconsciente - Território de Nossa Ignorância O Inferno O Livro dos Espíritos O Livro dos Médiuns O Maravilhoso e o Sobrenatural O Papel da Ciência na Gênese O Pensamento O Problema do Ser O problema do Ser do Destino e da Dor O Purgatório O Ser Humano em Crise Existencial O Ser Humano Pleno O Ser Real Objetivo Dessa Obra Obreiros da Vida Eterna Oração Os "Exageros do Cérebro Os Dados da História Pão Nosso Pensamento e Vida Personalista Prefácio Princípio Vital Prolegômenos Psicologia Psicologia Humanística Psicologia Transpessoal Psicossíntese Que a Mão Esquerda Não Saiba o Que Faz a Direita Quem Serve Prossegue Ramatis Revista Espírita Roberto Assagioli Rua Bento Albuquerque Saúde Significado do Ser Integral SIstemas Sociedade Espírita Fraternidade Sócrates e Platão Precursores da Doutrina Cristã e do Espiritismo Trabalhadores da Última Hora Triplex Uranografia Geral Usina Humana Vida Feliz Vida: Desafios e Soluções Wilhelm Wundt

Pesquisar este blog

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Alquimia da Mente, Hermínio Correia de Miranda, Consciente e Inconsciente - O Inconsciente, Território de Nossa Ignorância

ALQUIMIA DA MENTE

CONSCIENTE E INCONSCIENTE

O INCONSCIENTE, TERRITÓRIO DE NOSSA IGNORÂNCIA

Cabe a Freud o mérito indiscutível de ter percebido, desde o início de sua carreira científica, a extraordinária importância do inconsciente. Em carta ao amigo Wilhelm Fliess, ele escreveu a frase que Ronald W. Clark selecionou para epígrafe do capítulo 7 - The Birth of Psychoanalysis de seu livro e que assim dizia: "Consideram-me um monomaníaco, mas tenho a distinta sensação de haver tocado um dos grandes segredos da natureza." Se algum reparo deve ser posto nessa observação é o de que talvez nem o próprio Freud desconfiasse, pelo menos àquela altura, de que o segredo era ainda maior do que ele supunha.

É precisamente no livro de Clark, pesquisador meticuloso e escritor de prestígio internacional, que vamos encontrar uma visão retrospectiva não apenas do conceito de inconsciente como de sua utilização naquilo que Freud batizaria de psicanálise, ou seja, uma técnica destinada a analisar minuciosamente o psiquismo das pessoas afetadas por distúrbios de comportamento.

Segundo Clark, quinze séculos antes de Freud, santo Agostinho, nas suas Confissões, discorria sobre um mecanismo que colocava a lembrança de episódios ocorridos fora do alcance da memória, mas que poderia, de repente, trazê-los de volta ao consciente como que vindos de "algum desconhecido reservatório" (p. 115).

Freud, por sua vez, comentou com seu amigo Theodor Reik o pioneirismo de Paracelso, que elaborou um modelo clínico que muito se pareceria com o da psicanálise, ao propor o fortalecimento do ego, a fim de levá-lo ao domínio dos impulsos instintivos que se manifestavam sob forma de neuroses. "Exatamente o que pensava ele sobre isso, não sei" - comentava Freud -, "mas não há dúvida quanto à correção do seu raciocínio."

Em Leibnitz surge a primeira noção do limem, que seria uma espécie de portal da percepção, ideia que mais tarde produziria a expressão subliminar para identificar a atuação do pensamento em uma faixa pouco abaixo do nível normal de consciência. O próximo avanço caberia a Johann Friedrich Herbart, que formulou aspectos da futura doutrina psicanalítica como a repressão e o princípio do prazer, ao mesmo tempo em que propunha um modelo segundo o qual as percepções conscientes mais fortes empurravam para além dos limites da consciência imaginados por Leibnitz as mais fracas. Mais para o final da década de 60, no século X I X , Wilhelm Griesinger priorizava o estudo do inconsciente sobre o do consciente, na formulação de sua maneira de ver a psiquiatria.

Entre os filósofos naturalistas do século X I X , Clark destaca Garth Wilkinson, que identifica como médico swedenborguiano, e que entendia a utilização do inconsciente apenas em explorações de natureza literária e religiosa. Enquanto isso, Carl Gustav Carus aproximava-se ainda mais da futura doutrina freudiana, escrevendo, na abertura de seu Psyche que "a chave do conhecimento sobre a natureza da vida consciente da alma encontra-se nos domínios do inconsciente" (p. 115). Certamente Freud riscaria do texto a palavra alma, que não frequentava o seu dicionário pessoal de convicto materialista, a despeito de trabalhar a vida inteira com os enigmas do psiquismo. É certo, porém, que Carus antecipava, em cerca de meio século, um dos pontos fundamentais da psicanálise.

O grande livro da época, no entanto, foi A Filosofia do Inconsciente, de Eduard von Hartmann, que, no dizer de Clark, "deu início à estratificação do subterrâneo da mente" tarefa que, em alguns aspectos, seria retomada por Carl G. Jung, quarenta anos após.

Ao que tudo indica, estava mesmo "no ar" a doutrina do inconsciente. O livro de Hartmann transcendeu os círculos especializados, para alcançar uma classe muito mais ampla de leitores interessados. A Filosofia do Inconsciente teve êxito fulminante. Em 1882 já estava com nove edições em alemão e uma tradução francesa. Dois anos depois foi vertida para o inglês. O inconsciente, no dizer de Lancelot Law Whyte (apud Clark, pág.115), deixara de ser tema para discussão entre os profissionais, para se tornar um debate social, embutido na moda, competindo entre os que desejavam exibir cultura, com a grande conversação em torno de Richard Wagner e sua música revolucionária.

A essa altura, portanto, alguns dos conceitos fundamentais da psicanálise já se esboçavam com certa nitidez. Faltava apenas quem os coordenasse e os pusesse a trabalhar no âmbito de um modelo clínico desenhado para o consultório. Freud seria o arauto da nova era que prenunciava um profundo mergulho nos porões e bastidores da mente. Nem por isso, contudo, seria fácil a tarefa do jovem médico austríaco. Pelo contrário. Debater emocionantes temas científicos em sociedade é diferente de introduzir ideias tão renovadoras no contexto sempre conservador da ciência, por mais que ela se abra à pesquisa do que ainda permanece ignorado. Não é sem razão que Freud se queixa de ser tido como um monomaniaco. Era apenas o começo. Obstinada resistência, mesmo entre alguns de seus discípulos, encontraria a sua teoria predileta do pansexualismo, mas também a observação de que a histeria não era privilégio das mulheres provocou apaixonadas reações, como temos visto.

Seja como for, os elementos formadores da psicanálise pareciam ocupar o circuito de muitas mentes bem dotadas da época. Clark cita mais um, Theodor Lipps, cujos textos Freud conheceu e que escreveu isto, em 1883:

"Afirmamos não apenas a existência dos processos inconscientes além dos conscientes; postulamos mais, que os processos inconscientes constituem a base dos conscientes e os acompanham."

Frederick W. Myers, que saudou com entusiasmo os primeiros escritos de Freud acerca da histeria, criaria a expressão ser subliminal como espécie de sinônimo para o termo inconsciente. Começava a desenhar-se a ideia de que inconsciente seria mais que outro nome para o lado oculto do ser, com as características de outro eu dentro do eu. Ideia, aliás, nada estranha às formulações teóricas e experimentais de Jung, do médico francês, dr. Gustave Geley, e de outros, como ainda teremos oportunidade de ver.

Por essa época, o conceito de inconsciente começava também a ser adotado pela literatura, fenômeno que se ampliaria mais tarde quando a terminologia freudiana passou a ser sinal de status para escritores e poetas, que a introduziam nos seus contos, romances, ensaios e poemas.

Clark lembra o escritor inglês Samuel Butler que considerava memória e hábito como transmissíveis inconscientemente de geração em geração. Posteriormente, em Unconscivus Memory, sustentou a tese de que a memória seria apenas mais uma das propriedades da matéria e que "cada átomo conservava a memória de certos antecedentes" (p. 116).

Embora a proposta de Butler possa acolher duas leituras diferentes e até opostas, vejo nela aspectos que merecem consideração especial. Se, com uma daquelas leituras, o escritor britânico parece alinhar-se com os materialistas convictos que entendem o pensamento como uma segregação do cérebro e, portanto, explicável em termos de fisiologia nervosa, com a outra ele estaria antecipando, num impulso de intuição, um conteúdo psíquico nas células, ou, no mínimo, "terminais" de um psiquismo cósmico generalizado. De minha parte, devo confessar minhas simpatias pela ideia, já que o psiquismo humano, como um todo, comanda a vastíssima comunidade celular, como regente de uma afinada orquestra. Parece-me difícil, senão impraticável, realizar essa proeza sem que alguma forma de psiquismo esteja presente em cada uma das células que vivem intensamente suas trocas e funções dentro do edifício biológico, recebendo ordens e expedindo sinais, em estreito e permanente intercâmbio com o "comando central". Convém lembrar que estamos falando da hipótese de existir uma faculdade mnemônica na célula, não de uma função consciente, o que faz enorme diferença. Os animais, por exemplo, dispõem de evidente função psíquica, embora inconsciente.

Lê-se, aliás, em A Evolução Anímica, do pensador francês Gabriel Delanne, a proposta de uma "memória orgânica", que ele caracteriza como "inconsciente fisiológico", em contraste com a "memória psíquica" (p. 136 e seg.). Trabalhando articuladamente, ambas inconscientes, teriam "um território comum da alma e do corpo". Juntas, seriam responsáveis pelo gerenciamento dos instintos.

Sem recorrer a casos extraordinários - escreve Delanne, à página 140 -, encontramos em nossos atos diuturnos séries complexas e bem determinadas, isto é, cujos começos e fins são fixos, e cujos meios, diferentes uns dos outros, se sucedem em ordem constante, como seja no subir ou descer uma escada, depois de um longo hábito. A memória psicológica ignora o número de degraus e a memória fisiológica conhece-o, à sua maneira, tanto quanto a divisão dos andares, a distribuição dos patamares e pormenores outros, de sorte a jamais se enganar.

Esse automatismo, aliás, tem sido reconhecido como fator de libertação, uma vez que libera os complexos mecanismos psíquicos para funções mais nobres. Por isso, Annie Besant condena enfaticamente, em seu estudo sobre o consciente, certos praticantes da ioga que, após longo e penoso treinamento, conseguem interferir no sistema, revertendo o automatismo de certas funções biológicas para trazê-las de volta ao controle consciente da vontade. É o caso, por exemplo, daqueles que modificam os batimentos cardíacos, o ritmo respiratório, o movimento peristáltico e outros procedimentos biológicos, automatizados a duras penas, no correr de um tempo cuja extensão mal podemos estimar.

Como vimos, Besant alinha-se entre os que identificam um claro componente psíquico na célula, como se pode ler mais de uma vez em A Study in Consciouness. Isto, por exemplo:

"É preciso lembrar que assim como o sistema solar constitui campo evolutivo para todas as consciências que o integram, há, dentro dele, áreas menores servindo como campos menores."

E acrescenta: "O homem é o microcosmos do universo e seu corpo serve de campo evolutivo para miríades de consciências menos evolvidas do que a sua própria" (p. 115).

E mais adiante, à página 119:

"Cada célula no corpo é composta de miríades de minúsculas vidas, cada uma delas com a sua consciência germinal."

Trata-se, no entender da autora, de uma consciência que começa, no seu poético dizer, a "madrugar", ou seja, a emitir seus primeiros tímidos clarões de um sol que ainda não surgiu na linha do horizonte. Essas diminutas partículas de consciência, que Besant caracteriza como "mónadas", provêm do "oceano de consciência" em que se contém o universo. É o que também entende Teilhard de Chardin, para o qual a vida constitui "imensa ramificação do psiquismo que se busca através das formas". Ou Bergson, que considera a vida manifestação do "élan vital", incumbido de "pensar a matéria".

A decifração dos persistentes enigmas que ainda bloqueiam o acesso ao melhor entendimento do ser humano tem de passar, necessariamente, pelo território do inconsciente. E lá que se ocultam muitas de nossas ignorâncias, dado que assim se chama aquilo que ainda não conhecemos.


MIRANDA, Hermínio Correia de, Consciente e Inconsciente: O inconsciente, território de nossa ignorância. In: Alquimia da Mente, cap. 5, ítem 2 e 5.

Postagens mais visitadas

Minha lista de blogs

Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.

Este estudo, portanto, requer tempo e dedicação e por isso temos rogado a Deus e aos bons Espíritos encarregados de auxiliarem a todos àqueles que desejam empregar esforços visando o autodescobrimento, o autoconhecimento e a autorrealização, atitudes imprescindíveis ao Espírito diante dos novos tempos, que nos amparem e nos auxiliem, para que possamos ter forças, coragem e ânimo para prosseguir neste trabalho que nos exige fé e determinação.

Na base para a realização deste trabalho de transformação interior temos os seguintes pilares: O estudo contínuo de diversas correntes espiritualistas; o trabalho como escritor, através do qual procuramos transmitir, humildemente, os conhecimentos adquiridos, incentivando a pesquisa, o espírito crítico, a dúvida, e a busca da verdade por parte daqueles que nos leiam; o estudo amplo e continuado da psicologia em seus mais variados aspectos e suas mais diferentes abordagens, visando contribuir com a ampliação do seu papel, aprofundando o estudo e a compreensão da alma humana, da consciência imortal que somos e que, portanto, exige de todos, percepções e compreensões mais amplas; infinitamente mais amplas; o estudo amplo e continuado da mecânica quântica, por não termos dúvida quanto ao papel decisivo que a mesma tem e terá para a compreensão científica de todos os fenômenos que envolvem a consciência em seus mais variados níveis vibracionais, demonstrando de forma racional todo o potencial humano, enquanto cocriadores desse universo de infinitas possibilidades.

Para nós, o mais importante é contarmos com a sua participação e com o seu carinho, e por isso pedimos a todos que conhecem e valorizam o nosso trabalho, que nos enviem suas vibrações positivas para que as mesmas possam nos fortalecer a alma, nos recarregar as forças, o ânimo e a coragem para desempenharmos de forma digna, humilde e paciente a nossa missão aqui na terra. A sua participação através da compra de nossos livros, ou da ajuda espontânea através de doações, será, sem dúvida, de grande ajuda, posto que o nosso compromisso com a divulgação de informações que tragam luzes a todos que as desejam e precisam, exige de nós, a cada dia, maior tempo de pesquisa e muita dedicação.

Estamos felizes por compreendermos a nossa missão e rogamos a Deus que ilumine o caminho de todos, para que cada um possa compreender a sua e a forma como deverá desempenhá-la.

Participe do site, da página e do nosso grupo de estudos e acompanhe a publicação dos textos para estudos. Leia-os, reflita e participe com seus comentários. Nosso trabalho é fomentar a pesquisa através da liberdade de duvidar, de questionar e de transcendermos a capacidade de simplesmente crer, de acreditar, para a dimensão do saber, do conhecer, através da razão, da intuição e da experiência pessoal de cada um.

Luz e Paz! Fiquem com Deus.


Augusto Eric Auad é o idealizador do Projeto Psicologia do Espírito, escritor, pesquisador, psicólogo em formação e autor do livro "Deus pra quê? Uma reflexão sobre a fé e o autoconhecimento".