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“Divino Criador, pai, mãe, filho em um...
Se eu, minha família, meus parentes e ancestrais lhe ofenderam,
à sua família, parentes e ancestrais em pensamentos,
palavras, atos e ações do início da nossa criação até o presente,
nós pedimos seu perdão...
Deixe isto limpar, purificar, liberar, cortar todas as lembranças, bloqueios,
energias e vibrações negativas
e transmute estas energias indesejáveis em pura luz...
E assim está feito.”

Nos EUA há um homem conhecido como “o curandeiro dos curandeiros” chamado Jonathan Jacobs que trata de todos os problemas que vão desde os financeiros até casos de câncer, onde muitas vezes numa única sessão consegue verdadeiros milagres. Ele consegue entrar em contato com o EU-Espírito da pessoa e a partir daí desbloqueia as energias retidas e presas desde a época da infância ou quando o trauma se cristalizou. O Eu-Espírito entra em contato com a energia bloqueada e a libera. Ele diz que através dessa técnica tudo pode ser resolvido e em questão de horas. Precisamos aprender a liberar a energia da dor seja ela qual for, temos medo de entrar em contato novamente com essa energia e então a bloqueamos e a retemos em um determinado órgão, chakra ou célula. Se houver uma situação em sua vida, na qual você foi machucado, injuriado, você vai carregar isso por sua vida afora. Por isso estamos sempre repetindo os mesmos temas, os mesmos relacionamentos, as mesmas tristezas, está tudo preso no DNA. Felizmente podemos alterar qualquer padrão porque somos espíritos. Limpe os caminhos da energia e você poderá ter, fazer ou ser qualquer coisa que queira... Concentre-se numa única direção: LIMPEZA, LIMPEZA E LIMPEZA. Tudo mais é detalhe, perda de tempo, atalhos . Não importa procura por vidas passadas, ativação de DNA, pois a energia está presente em você aqui nesta vida, então é aqui que deve focar. Em relação ao DNA ele irá ser ativado automaticamente quando estiver totalmente livres de toda energia densa - e preparem-se pois quando isso acontecer , experimentaremos o amor verdadeiro e a libertação de toda dor e sofrimento. E Que Assim Seja!!!

O Projeto Psicologia do Espírito

BEM-VINDO AO PROJETO PSICOLOGIA DO ESPÍRITO!

Este é um projeto dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa "existência" ao estudo, à pesquisa e a arte de escrever e, dentro do possível, e sem grande pretensões, conscientes de nossas inúmeras "limitações", ajudarmos a outros irmãos que, como nós, também necessitem de "esclarecimento", e assim possamos nos tornar cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva e das Leis que "disciplinam" todo o Universo, adquirindo os conhecimentos e vivenciando as experiências através dos quais possamos construir novas “sinapses” capazes de nos “revelar” cada vez mais novas possibilidades, construir novas realidades, e nos libertar das ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.

Este estudo, portanto, requer tempo e dedicação, e por isso mesmo temos rogado a Deus e aos amigos (encarnados e desencarnados) - comprometidos com o trabalho daqueles que visam dedicar cada vez mais esforços para disponibilizar informações que auxiliem a todos que buscam o autoconhecimento e a autorrealização, atitudes imprescindíveis ao Espírito diante dos novos tempos -, que nos amparem e nos auxiliem, para que possamos ter forças, coragem e ânimo para prosseguir neste trabalho que nos exige estudo, fé e determinação.

Na base para a realização deste trabalho de transformação integral do homem, temos os seguintes pilares: O estudo contínuo de diversas correntes espiritualistas e de diversas correntes do conhecimento, manifestadas através da filosofia, da religião e da ciência; o trabalho como escritor, através do qual procuramos transmitir, humildemente, os conhecimentos adquiridos, incentivando a pesquisa, o espírito crítico, a dúvida, e a reflexão por parte de todos que nos leiam; o estudo amplo e continuado da psicologia em seus mais variados aspectos e suas mais diferentes abordagens, visando contribuir com a ampliação do seu papel, aprofundando o estudo e a compreensão da alma humana e do seu comportamento enquanto "personalidade" inserida em um contexto restrito, social e ao mesmo tempo "individualidade", viajante solitário de uma extraordinária experiência universal; da consciência imortal que somos e que, portanto, exige de todos, percepções e compreensões mais amplas; infinitamente mais amplas; o estudo amplo e continuado da mecânica quântica, por não termos dúvida quanto ao papel decisivo que a mesma tem e terá para a compreensão científica de todos os fenômenos que envolvem a consciência em seus mais variados níveis vibracionais, demonstrando de forma racional todo o potencial humano, enquanto cocriadores desse universo de infinitas possibilidades.

Para nós, o mais importante é contarmos com a sua participação e com o seu carinho, e por isso pedimos a todos que conhecem ou queiram conhecer nosso trabalho, que nos enviem suas vibrações positivas para que as mesmas possam nos fortalecer a alma, nos recarregar as forças, o ânimo e a coragem para desempenharmos de forma digna, humilde e paciente a nossa missão aqui na terra. A sua participação através da compra de nossos livros (impressos, porque em pdf estão disponíveis gratuitamente), ou da ajuda espontânea através de doações será, sem dúvida, de grande ajuda, posto que o nosso trabalho exige de nós, cada vez mais, maior tempo de pesquisa, recursos e muita dedicação.

Estamos felizes por compreendermos a nossa missão e rogamos a Deus que ilumine o caminho de todos, para que cada um possa compreender a sua, e a forma como deverá desempenhá-la.

Participe do site, da página e do nosso grupo de estudos e acompanhe a publicação dos textos para estudos. Leia-os, reflita e participe com seus comentários. Nosso trabalho é fomentar a pesquisa através da liberdade de duvidar, de questionar e, assim, avançarmos da dimensão do crer para a dimensão do saber, do conhecer, através da razão, da intuição e da experiência pessoal de cada um.

Luz e Paz!

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sábado, 24 de fevereiro de 2018

Missionários da Luz, Chico Xavier, André Luiz (Espírito), Capítulo 6 - A Oração

MISSIONÁRIOS DA LUZ

CAPÍTULO 6 - A ORAÇÃO

Após separar-se da genitora e da irmã, dispôs-se o rapaz a tomar o caminho da residência que lhe era própria.

Seguimo-lo de perto. Doía-me identificar-lhe a posição de vítima, cercado pelas duas formas escuras.

As observações referentes à microbiologia psíquica impressionavam-me fortemente.

Conhecia, de perto, as alterações circulatórias, determinando a embolia, o infarto, à gangrena. Tratara, noutro tempo, inúmeros casos de infecção, através de artrites e miosites, úlceras gástricas e abcessos miliares. Examinara, atenciosamente, no campo médico, as manifestações do câncer, dos tumores malignos, em complicados processos patológicos. Vira múltiplas expressões microbianas, no tratamento da lepra, da sífilis, da tuberculose. Muitas vezes, na qualidade de defensor da vida, permanecera longos dias em duelo com a morte, sentindo a inutilidade de minha técnica profissional no ataque aos vírus estranhos que apressavam a destruição orgânica, zombando-me dos esforços. Na qualidade de médico, entretanto, na maioria dos casos, quando podia contar ainda com a prodigiosa intervenção da Natureza, mantinha a presunção de conhecer variadas normas de combate, em diversas direções. No diagnóstico da difteria, não vacilava na aplicação do soro de Roux e conhecia o valor da operação de traqueotomia no crupe declarado.

Nas congestões, não me esqueceria de intensificar a circulação. Nos eczemas, lembraria, sem dúvida, os banhos de amido, as pomadas à base de bismuto e a medicação arsenical e sulfurosa. Positivando o edema, recordaria a veratrina, o calomelano, a cafeína e a teobromina, depois de analisar, detalhadamente, os sintomas. No câncer, praticaria a intervenção cirúrgica, se os raios X não demonstrassem a eficiência precisa. Para todos os sintomas, saberia utilizar regimes e dietas, aplicações diversas, isolamentos e intervenções, mas... E ali?

À nossa frente, caminhava um enfermo diverso. Sua diagnose era diferente. Escapava ao meu conhecimento dos sintomas e aos meus antigos métodos de curar. No entanto, era paciente em condições muito graves. Viam-se-lhe os parasitos escuros. Observava-se-lhe a desesperação íntima, em face do assédio incessante. Não haveria remédio para ele? Estaria abandonado e era mais infeliz que os doentes do mundo? Que fazer para aliviar-lhe as dores terríveis, a se manifestarem à maneira de angustiosas e permanentes inquietações? Já havia atendido a entidades perturbadas e sofredoras, balsamizando-lhes padecimentos atrozes. Não ignorava os esforços constantes de nossa colônia espiritual, a fim de atenuar sofrimentos dos desencarnados de ordem inferior, mas ali, em virtude da contribuição magnética de Alexandre, o grande e generoso instrutor que me seguia, observava um companheiro encarnado, presa de singulares viciações. Por que fatores ministrar o socorro indispensável?

E, naturalmente, novas reflexões ocorriam-me céleres. Semelhantes expressões microbianas acompanhariam os desencarnados? Atacariam a alma, fora da carne? Quando me debatia em amarguras inexprimíveis, nas zonas inferiores, certo havia sido vítima das mesmas influenciações cruéis. Todavia, onde o remédio salutar? Onde o alívio para tamanhas angústias?

Revelando paternal interesse, Alexandre veio em meu socorro, esclarecendo: 

– Estas interrogações íntimas, André, são portadoras de grande bem para o seu coração. Começa a observar as manifestações do vampirismo, as quais não se circunscrevem ao ambiente dos encarnados. Quase que a totalidade de sofrimentos nas zonas inferiores deve a ela sua dolorosa origem. Criaturas desviadas da verdade e do bem, nos longos caminhos evolutivos, reúnem-se umas às outras, para a continuidade das permutas magnéticas de baixa classe. Os criminosos de vários matizes, os fracos da vontade, os aleijados do caráter, os doentes voluntários, os teimosos e recalcitrantes de todas as situações e de todos os tempos integram comunidades de sofredores e penitentes do mesmo padrão, arrastando-se, pesadamente, nas regiões invisíveis ao olhar humano. Todos eles segregam forças detestáveis e criam formas horripilantes, porque toda matéria mental está revestida de força plasmadora e exteriorizante.

– Mas – objetei – sinto que o campo médico é muito maior, depois da morte do corpo.

– Sem dúvida – redarguiu meu interlocutor, sereno –, quando compreendermos a extensão dos ascendentes morais em todos os acontecimentos da vida.

– Entretanto – considerei – horrorizam-me as novas descobertas na região microbiana. Que fazer contra o vampirismo? Como lutar com as forças mentais degradantes? No mundo, temos a clínica especializada, a técnica cirúrgica, os antídotos de vários sistemas curativos. Mas aqui?

Alexandre sorriu, pensativo, e falou, depois de pausa mais longa:

– Conforme verificamos, André, o tratamento remoto nos templos, a ascendência da fé nos processos de Medicina, nos séculos passados, e a concepção de que as entidades diabólicas provocam as mais estranhas enfermidades no homem, não são integralmente destituídas de razão. Indubitavelmente, entre os Espíritos encarnados, as expressões mentais dependem do equilíbrio do corpo, assim como a boa e perfeita música depende do instrumento fiel. Mas a ciência médica atingirá culminâncias sublimes quando verificar no corpo transitório a sombra da alma eterna. Cada célula física é instrumento de determinada vibração mental. Todos somos herdeiros do Pai que cria, conserva, aperfeiçoa, transforma ou destrói e, diariamente, como nosso potencial gerador de energias latentes, estamos criando, renovando, aprimorando ou destruindo alguma coisa. Justifico a surpresa de seus raciocínios ante a paisagem nova que se desdobra à sua vista. A luta do aperfeiçoamento é vastíssima. Quanto ao combate sistemático ao vampirismo, nas múltiplas moléstias da alma, aqui também, no plano de nossas atividades, não faltam processos saneadores e curativos de natureza exterior; no entanto, examinando o assunto na essência, somos compelidos a reconhecer que cada filho de Deus deve ser o médico de si mesmo e, até à plena aceitação desta verdade com as aplicações de seus princípios, a criatura estará sujeita a incessantes desequilíbrios.

Entendendo-me a estranheza, Alexandre indicou o rapaz que se dispunha a penetrar o reduto doméstico, depois de pequeno percurso a pé, e falou:

– Há diversos processos de medicação espiritual contra o vampirismo, os quais poderemos desenvolver em direções diversas; mas, para fornecer a você uma demonstração prática, visitemos o lar de nosso amigo. Conhecerá o mais poderoso antídoto.

Curioso, observei que as entidades infelizes mostravam-se, agora, terrivelmente contrafeitas. Alguma coisa impedia-lhes acompanhar a vítima ao interior.

– Naturalmente – acentuou meu generoso companheiro – você já sabe que a prece traça fronteiras vibratórias.

Sim, já observara experiências dessa ordem.

– Aqui – prosseguiu ele – reside uma irmã que tem a felicidade de cultivar a oração fervorosa e reta.

Entramos. E, enquanto o amigo encarnado se preparava a recolher, Alexandre explicava-me o motivo da sublime paz reinante entre as paredes humildes.

– O lar – disse – não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas. O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais. Nosso amigo não se equilibrou ainda nas bases legítimas da vida, depois de extremas vacilações e levianas experiências da primeira mocidade; no entanto, sua companheira, mulher jovem e cristã, garante-lhe a casa tranquila, com a sua presença, pela abundante e permanente emissão de forças purificadoras e luminosas, de que o seu Espírito se nutre.

Achava-me eminentemente surpreendido. De fato, a tranquilidade interior era grande e confortadora. Em cada ângulo das paredes e em cada objeto isolado havia vibrações de paz inalterável. O rapaz, agora, penetrava o aposento modesto, naturalmente disposto ao descanso noturno.

Alexandre tomou-me a destra, paternalmente, encaminhou-se até à porta, que se fechara sem estrépito, e bateu, de leve, como se estivéssemos ante um santuário que não devíamos penetrar sem religioso respeito.

Uma senhora muito jovem, em quem percebi imediatamente a esposa de nosso companheiro, desligada do corpo físico, em momentos de sono, veio atender e saudou o instrutor afetuosamente. Após cumprimentar-me, graças à apresentação de Alexandre, exclamou, jovial:

– Agradeço a Deus a possibilidade de orarmos juntos. Entrem. Desejo transformar nossa casa no templo vivo de Nosso Senhor.

Ingressamos no aposento íntimo e, de minha parte, mal continha a surpresa da situação. Nesse mesmo instante, punha-se o rapaz entre os lençóis, com evidente cuidado para não despertar a esposa adormecida. Contemplei o quadro formoso e santificante. Rodeava-se o leito de intensa luminosidade. Observei os fios tenuíssimos de energia magnética, ligando a alma de nossa nobre amiga à sua forma física, placidamente recostada.

– Desculpem-me – disse, bondosa, fixando o olhar no instrutor –, preciso atender agora aos meus deveres imediatos.

– Esteja à vontade, Cecília! – falou o orientador com a ternura dum pai que abençoa – passamos aqui tão-só para visitá-la.

Cecília beijou-lhe as mãos e rogou:

– Não se esqueça de deixar-nos os seus benefícios.

Alexandre sorriu em silêncio e, por alguns minutos, manteve-se em meditação mais profunda.

E enquanto ele se mantinha insulado em si mesmo, eu observava a delicada cena: A esposa, desligada do corpo, sentou-se à cabeceira e, no mesmo instante, o rapaz como se estivesse ajeitando os travesseiros descansou a cabeça em seu regaço espiritual. Cecília, acariciando-lhe a cabeleira com as mãos, elevava os olhos ao Alto, revelando-se em fervorosa prece. Luzes sublimes cercavam-na toda e eu podia sintonizar com as suas expressões mais íntimas, ouvindo-lhe a rogativa pela iluminação do companheiro a quem parecia amar infinitamente. Comovido com a beleza de suas súplicas, reparei com assombro que o coração se lhe transformava num foco ardente de luz, do qual saíam inúmeras partículas resplandecentes, projetando-se sobre o corpo e sobre a alma do esposo com a celeridade de minúsculos raios. Os corpúsculos radiosos penetravam-lhe o organismo em todas as direções e, muito particularmente, na zona do sexo, onde identificara tão grandes anomalias psíquicas, concentravam-se em massa, destruindo as pequenas formas escuras e horripilantes do vampirismo devorador. Os elementos mortíferos, no entanto, não permaneciam inativos. Lutavam, desesperados, com os agentes da luz. O rapaz, como se houvera atingido um oásis, perdera a expressão de angustioso cansaço. Demonstrava-se calmo e, gradativamente, cada vez mais forte e feliz, no momento em curso. Restaurado em suas energias essenciais, enlaçou devagarzinho a esposa amorosa que se conservava maternalmente ao seu lado e adormeceu jubiloso.

A cena íntima era maravilhosamente bela aos meus olhos. Dispunha-me a pedir explicações, quando o instrutor me chamou delicadamente, encaminhando-me ao exterior. Fora do quarto, falou-me paternalmente:

– Já observou quanto devia. Agora, poderá extrair as próprias ilações.

– Sim – retruquei –; estou assombrado com o que vi; no entanto, estimaria ouvi-lo em considerações esclarecedoras.

– Não tenha dúvida – prosseguiu o orientador –, a oração é o mais eficiente antídoto do vampirismo. A prece não é movimento mecânico de lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação. Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contacto com as fontes superiores. Dentro dessa realização, o Espírito, em qualquer forma, pode emitir raios de espantoso poder.

Após breve intervalo, Alexandre considerou, imprimindo mais força ao ensinamento:

– E você não pode ignorar que as próprias formas inferiores da Terra se alimentam quase que integralmente de raios. Descem sobre a fronte humana, em cada minuto, bilhões de raios cósmicos, oriundos de estrelas e planetas amplamente distanciados da Terra, sem nos referirmos aos raios solares, caloríficos e luminosos, que a ciência terrestre mal começa a conhecer. Os raios gama, provenientes do elemento rádio que se desintegra incessantemente no solo, e os de várias expressões emitidos pela água e pelos metais, alcançam os habitantes da Terra pelos pés, determinando consideráveis influenciações. E, em sentido horizontal, experimenta o homem a atuação dos raios magnéticos exteriorizados pelos vegetais, pelos irracionais e pelos próprios semelhantes. 

A admiração impusera-me silêncio, mas o orientador prosseguiu, após ligeiro intervalo:

– E as emanações de natureza psíquica que envolve a Humanidade, provenientes das colônias de seres desencarnados que rodeiam a Terra? Em cada segundo, André, cada um de nós recebe trilhões de raios de vária ordem e emitimos forças que nos são peculiares e que vão atuar no plano da vida, por vezes em regiões muitíssimo afastadas de nós. Nesse círculo de permuta incessante, os raios divinos, expedidos pela oração santificadora, convertem-se em fatores adiantados de cooperação eficiente e definitiva na cura do corpo, na renovação da alma e iluminação da consciência. Toda prece elevada é manancial de magnetismo criador e vivificante e toda criatura que cultiva a oração, como devido equilíbrio do sentimento, transforma-se, gradativamente, em foco irradiante de energias da Divindade.

As elucidações do instrutor calaram-me profundamente no ser. Desejando, contudo, certificar-me quanto a outro pormenor da sublime experiência, interroguei:

– Bastará, porém, o recurso da esposa para que o nosso doente restaure o equilíbrio psíquico?

Alexandre sorriu e respondeu:

– O socorro de Cecília é valioso para o companheiro, mas o potencial de emissão divina pertence a ela, como fruto incorruptível dos seus esforços individuais. Significa para ele o “acréscimo de misericórdia” que deverá anexar, em definitivo, ao patrimônio de sua personalidade, através do trabalho próprio. Receber o auxílio do bem não quer dizer que o beneficiado seja bom. Nosso amigo precisa devotar-se, com fervor, ao aproveitamento das bênçãos que recebe, porque, inegavelmente, toda cooperação exterior pode ser interrompida e cada filho de Deus é herdeiro de possibilidades sublimes e deve funcionar como médico vigilante de si mesmo.

XAVIER, F. C.; ANDRÉ LUIZ (Espírito). A Oração. In: Missionários da Luz. Cap. 6

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