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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Filosofia Espírita, João Nunes Maia, Miramez (Espírito), Capítulo 38 - Escolha da Espécie

FILOSOFIA ESPÍRITA

CAPÍTULO 38 - ESCOLHA DA ESPÉCIE

0599/LE

O animal não pode escolher, quando no mundo espiritual, qual a espécie que deve animar na Terra, na hora da sua volta a esta, por lhe faltarem os instrumentos de escolha. Ele continua sem liberdade para tal desiderato; sobre si mesmo, ele é mais ou menos inconsciente, porque lhe falta o raciocínio, atributo valioso que é despertado no homem.

Ele se coloca como dependente dos Espíritos que o comandam, que avaliam as suas condições e o leva para animar corpos que lhe convêm. O animal não tem vontade própria, por lhe faltar o livre arbítrio, atributo do ser humano.

Mesmo entre os seres humanos, existem muitas reencarnações impostas, devido ao seu estado de turvamente espiritual. Se as pesquisas dizem que o cão deve continuar como cão, certamente que os condutores dos animais no plano espiritual, lhe processam a reencarnação como cão, até que se prepare para mudar de forma, como convém às suas necessidades.

Somente o crescimento, a maturidade, pode promover mudanças de formas para novas experiências de vida. Deus é todo paciência e sabe esperar; somente não pára o cinetismo da criação, tônica da vida universal. Nós outros estamos em movimento único, em todos os mundos, e no nosso caso, na Terra, sob a influência de Jesus, Governador do planeta desde o princípio.

Também nele estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade. (Colossenses, 2:10)

Se estamos n'Ele, Jesus, pelo poder que tem sobre todos nós e sobre todos os que vivem na Terra, estamos sendo aperfeiçoados por Ele. Todavia, Ele nos deu uma parte neste trabalho de aperfeiçoamento, e podemos ajudar aos que se encontram na retaguarda. No caso dos animais, deves observar o que te toca fazer por eles. Nós, os Espíritos, não esquecemos o que devemos realizar pelos animais, e o fazemos com amor. Eles vivem, e são criaturas de Deus à espera da nossa compreensão, como guardas destas e de outras espécies. Não devemos somente desfrutar da sua ajuda; mas ajudar mais do que se recebe da parte desses seres menores.

Começa hoje, se tens algum animal sob tua guarda. Não percas oportunidades; eles gostam de ouvir palavras de carinho, de estima, sem que o fanatismo os coloque em lugares que a razão não aconselha. Quem já "perdeu" muitos animais no caminho da sua vida, pode confiar que nada se perde na casa de Deus. Eles estão bem olhados, esperando novos corpos, ou já se encontram neles novamente, pela força do progresso. Não lamentes as perdas; procura ajudar aos outros. Os meios são inúmeros.

Jesus abraçava as crianças, acariciava as ovelhas, amava os pássaros e nunca Se esqueceu de alimentar os cães. Ele era como pai para todos os seres viventes, mostrando aos Seus discípulos que deveriam fazer o mesmo, ao longo das suas jornadas.

Cada animal tem a sua tarefa específica no mundo; eles não são inúteis. A matança dos animais, como se vê, é movida pela ignorância destes valores. Com o passar dos tempos, a harmonia deverá chegar a todos os reinos da natureza, com o amor cobrindo de bênçãos a humanidade inteira.

MAIA, J. N.; MIRAMEZ (Espírito). In: Filosofia Espírita. V. 12, cap. 38