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Este é um ambiente dedicado ao estudo da consciência em seus mais variados estágios de evolução e, principalmente, no estágio em que adquirimos a possibilidade de nos manifestar na forma humana. Por isso, decidimos dedicar nossa atual reencarnação para aprofundarmos o nosso autoconhecimento e ajudarmos outros irmãos que também necessitam de esclarecimento, e assim nos tornarmos cada vez mais conscientes de nós mesmos, de nossa bagagem evolutiva, adquirindo mais conhecimentos e experiências através dos quais possamos construir as “sinapses” capazes de nos “revelar” novas realidades, ou melhor, de nos revelar a verdadeira realidade, abandonando as ilusões a que estamos fixados por tanto tempo.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

O Grande Enigma, Léon Denis, Capítulo II - Unidade Substancial do Universo

O GRANDE ENIGMA

PRIMEIRA PARTE - DEUS E O UNIVERSO

CAPÍTULO II - UNIDADE SUBSTANCIAL DO UNIVERSO

O Universo é um, embora triplo na aparência. Espírito, força e matéria parecem não ser senão modos, os três estados de uma substância imutável em seu princípio, variável ao infinito em suas manifestações.

O Universo vive e respira, animado por duas correntes poderosas: absorção e difusão. Através dessa expansão, através desse sopro imenso, Deus, o Ser dos seres, a Alma do Universo, cria. Através do seu amor, ele atrai para si. As vibrações do seu pensamento e da sua vontade, fontes primeiras de todas as forças cósmicas, movem o Universo e engendram a vida.

A matéria, dizemos, é apenas um modo, uma forma passageira da substância universal. Escapa à análise e desaparece sob a objetiva dos microscópios, para se transformar em radiações sutis. Não tem existência própria; as filosofias, que a tomam por base repousam sobre uma aparência, sobre uma
espécie de ilusão.(8)

A unidade do Universo, por muito tempo negada ou incompreendida, começa a ser entrevista pela Ciência. Há uns vinte anos, W. Crookes, no decorrer de estudos sobre as materializações dos espíritos, descobria o quarto estado da matéria, o estado radiante, e essa descoberta, pelas suas consequências, iria abalar todas as velhas teorias clássicas. Estas estabeleciam distinção entre a matéria e a força. Sabemos agora que todas as duas se confundem. Sob a ação do calor, a matéria mais grosseira se transforma em fluidos; depois, os fluidos se reduzem, por sua vez, num elemento mais sutil que escapa aos nossos sentidos. Toda matéria pode se reduzir em força e toda força se condensa em matéria, percorrendo assim, um círculo incessante.(9)

As experiências de Sir W. Crookes foram seguidas, confirmadas por uma legião de investigadores. O mais célebre, Roentgen, chamou de raios X as irradiações emanadas das ampolas de vidro; eles têm a propriedade de atravessar a maioria dos corpos opacos, e permitem perceber e fotografar o invisível.

Pouco depois, o Sr. Becquerel demonstrava as propriedades de certos metais de emitirem irradiações obscuras que penetram a matéria mais densa, como os raios Roentgen, e impressionam as placas fotográficas através das lâminas metálicas.

O radium, descoberto pelo Sr. Curie, produz calor e luz, de uma maneira contínua, sem se esgotar de forma sensível. Os corpos sujeitos à sua ação tornam-se, eles próprios, radiantes. Embora a quantidade de energia irradiada por esse metal fosse considerável, a perda de substância material que a ele corresponde é quase nula. W. Crookes calculou que uma centena de anos eram necessárias para a dissociação de um grama de radium.(10)

Muito mais. As engenhosas descobertas do Sr. Gustave Le Bon11 provaram que as irradiações são uma propriedade geral de todos os corpos. A matéria pode dissociar indefinidamente; ela não é senão a energia condensada. Assim, a teoria do átomo invisível, que há dois mil anos servia de base à Física
e à Química, desmorona-se e, com ela, as distinções clássicas entre o ponderável e o imponderável.(12) A soberania da matéria, que se dizia absoluta, eterna, termina.

É preciso, pois, reconhecer que, o Universo não é tal como parecia aos nossos fracos sentidos. O mundo físico não constitui senão uma ínfima parte dele. Fora do círculo de nossas percepções, existe uma infinidade de forças e de formas sutis que a Ciência ignorou até aqui. O domínio do invisível é muito mais vasto e mais rico que o do mundo visível.

Em sua análise dos elementos que constituem o Universo, a Ciência errou durante séculos, e agora é-lhe necessário destruir o que penosamente edificou. O dogma científico da unidade irredutível do átomo, desmoronando-se, arrasta com ele todas as teorias materialistas. A existência dos fluidos, afirmada pelos espíritas há cinquenta anos — o que lhes valeu tantas zombarias da parte dos sábios oficiais — essa existência, a experiência o estabelece, de agora em diante, de uma maneira rigorosa.

Os seres vivos, eles também, emitem irradiações de naturezas diferentes. Eflúvios humanos, variando de forma e de intensidade sob a ação da vontade, impregnam as chapas com sua luz misteriosa. Esses influxos, ora nervosos, ora psíquicos, conhecidos há muito tempo pelos magnetizadores e pelos espíritas, mas negados pela Ciência, os fisiologistas, hoje, constatam a realidade deles de uma maneira irrecusável. Daí, encontrou-se o princípio da telepatia. As volições do pensamento, as projeções da vontade se transmitem através do Espaço, como as vibrações do som e as ondulações da luz, e vão impregnar organismos simpáticos ao do manifestante. As almas afins pelo pensamento e pelo sentimento podem trocar seus eflúvios, a qualquer distância, da mesma forma que os astros trocam, através dos abismos do Espaço, seus raios trêmulos. Descobrimos ainda aí o segredo das simpatias ardentes ou das repulsões invencíveis que certos homens experimentam uns pelos outros, à primeira vista.

A maioria dos problemas psicológicos: sugestão, comunicação a distância, ações e reações ocultas, visão através de obstáculos, encontrarão aí a sua explicação. Ainda estamos apenas na aurora do verdadeiro conhecimento. Mas o campo das pesquisas está amplamente aberto, e a Ciência vai caminhar de conquista em conquista num caminho cheio de surpresas. O mundo invisível se revela como a própria base do Universo, como a fonte eterna das energias físicas e vitais que animam o Cosmo.

Assim, cai o principal argumento daqueles que negavam a possibilidade da existência dos espíritos. Eles não podiam conceber a vida invisível, por falta de um substratum, de uma substância que escapa aos nossos sentidos. Ora, encontramos ao mesmo tempo, no mundo dos imponderáveis, os Unidade Substancial do Universo elementos constitutivos da vida desses seres e as forças que lhes são necessárias para manifestar suas existências.

Os fenômenos espíritas de todas as ordens se explicam pelo fato de que um gasto considerável e constante de energia pode se produzir sem-desperdício aparente de matéria. Os aportes, a desagregação e a reconstituição espontânea de objetos em quartos fechados; os casos de levitação, a passagem dos espíritos através dos corpos sólidos, suas aparições e suas materializações, que provocaram tanto espanto, suscitaram tantas zombarias, tudo isso torna fácil admitir e compreender, desde que se conheça o jogo das forças e dos elementos em ação nesses fenômenos. Essa dissociação da matéria, da qual fala o Sr. G. Le Bon, e que o homem é ainda impotente para produzir, os espíritos delas possuem há muito tempo as regras e as leis.

A aplicação dos raios X na fotografia não explica também o fenômeno da dupla vista dos médiuns e o da fotografia espírita? Com efeito, se as chapas podem ser influenciadas por raios obscuros, através das irradiações de matéria imponderável que penetram os corpos opacos, com mais forte razão os fluidos quintessenciados de que se compõe o envoltório dos espíritos podem, em certas condições, impressionar a retina dos videntes, aparelho mais delicado e mais complexo do que a placa de vidro.

É assim que o Espiritismo se fortifica cada dia pela complementação de argumentos extraídos das descobertas da Ciência, e que terminarão por abalar os céticos mais endurecidos.

*

* *

A grande querela secular que dividia as escolas filosóficas reduz-se, então, a uma questão de palavras. Nas experiências em que Sir W. Crookes tomou a iniciativa, a matéria se funde, o átomo se dissipa; no seu lugar, aparece a energia. A substância é um Proteu (13) que reveste mil formas inesperadas. Os gases, que se considerava como permanentes, se liquefazem; o ar se decompõe em elementos bem mais numerosos do que a Ciência de ontem ensinava; a radioatividade, isto é, a aptidão dos corpos para se desagregar emitindo eflúvios análogos aos raios catódicos, revela-se como um fato universal. Toda uma revolução efetua-se nos domínios da Física e da Química. Por toda a parte, em torno de nós, vemos abrirem-se fontes de energia, de imensos reservatórios de forças, bem superiores em poder a tudo o que se conhecia até aqui.(14) A Ciência se encaminha pouco a pouco para a grande síntese unitária, que é a lei fundamental da Natureza. Suas mais recentes descobertas têm um alcance incalculável, neste sentido é que elas demonstram experimentalmente o grande princípio constitutivo do Universo: unidade das forças, unidade das leis. O encadeamento prodigioso das forças e dos seres precisa-se e se completa. Constata--se que existe uma continuidade absoluta, não somente entre todos os estados da matéria, mais ainda entre estes e os diferentes estados da força.(15)

“As observações precedentes, diz ainda este eminente químico, parecem bem provar que os diferentes corpos simples derivariam de uma matéria única. Esta matéria primitiva seria produzida por uma condensação do éter.” (Revista Científica, 24 de outubro de 1903.) (N.A.)

A energia parece ser a substância única, universal. No estado compacto, ela reveste as aparências que nomeamos matéria sólida, líquida, gasosa; sob uma forma mais sutil, ela constitui os fenômenos de luz, calor, eletricidade, magnetismo, afinidade química. Estudando a ação da vontade sobre os eflúvios e as irradiações, poderíamos, talvez, entrever o ponto, o cume onde a força se intelectualiza, onde a lei se manifesta, onde o Pensamento se transforma em vida.

Pois tudo se religa e se encadeia no Universo. Tudo está regulado através das leis de quantidade, de medida, de harmonia. As manifestações mais elevadas da energia se confinam na inteligência. A força se torna atração; a atração se torna amor. Tudo se resume num poder único e primordial, motor eterno e universal, ao qual se deu nomes diversos e que não é outra coisa senão o Pensamento, a Vontade Divina. Suas vibrações animam o Infinito. Todos os seres, todos os mundos banhados no oceano das irradiações que emanam do inesgotável foco.

Consciente de sua ignorância e de sua fraqueza, o homem fica confuso diante dessa unidade formidável que abarca todas as coisas e traz consigo a vida das Humanidades. Mas, ao mesmo tempo, o estudo do Universo abre-lhe recursos profundos de prazeres e emoções. Apesar da nossa imperfeição intelectual, o pouco que entrevemos das leis universais nos encanta, pois, no Poder ordenador das leis e dos mundos, pressentimos Deus e, daí, adquirimos a certeza de que o Bem, o Belo, a Harmonia perfeita reinam acima de tudo.

8 “A matéria, disse W. Crookes, não é senão um modo do movimento.” (Proc. Roy. Soc. no 205.) (N.A.)

(9) “Toda a matéria, disse Crookes, tornará a passar pelo estado etéreo de onde ela provém.” ( Discurso no Congresso de Química de Berlim, 1903.) (N.A.)

(10) Ver G. Le Bon, Revista Científica, de 24 de outubro de 1903. (N.A.)

(11) Ver Revista Científica, de 17, 24 e 31 de outubro de 1903. (N.A.)

(12) Há séculos afirmava-se e defendia-se a teoria dos átomos sem dela nada saber. Berthelot a qualifica de “romance engenhoso e sutil”. (Berthelot, a Síntese Química, 1876.) Daí se vê, diz Le Bon, que certos dogmas científicos não têm mais consistência do que as divindades das épocas antigas. (N.A.)

(13) Proteu: (da mitologia grega) deus marinho que havia recebido de Posêidon, seu pai, o dom da profecia. Ele mudava de forma à vontade. (N.T., segundo o Dicionário Petit Larousse.)

(14) Ver Nota Complementar 2, no final do livro. (N.A.)

(15) “Os produtos da dissociação dos átomos, diz G. Le Bon, constituem uma substância intermediária pelas suas propriedades entre os corpos ponderáveis e o éter imponderável, quer dizer, entre dois mundos profundamente separados até aqui.” (Revista Científica, de 17 de outubro de 1903.)

DENIS, L. Unidade Substancial do Universo. In: O Grande Enigma, cap. 2